quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

TRATAMENTO SEBORREIA

A prevenção e o tratamento da seborreia são mais difíceis de conseguir do que o tratamento da casa. De um modo geral, a seborreia esta intimamente associada a caspa é em regra caracteriza-se por uma anomalia crónica que origina sempre a alopécia ( queda de cabelo total ou parcial ).

SEBORREIA

A seborreia é uma outra anomalia funcional dos cabelos, que resulta fundamentalmente do aumento do teor de lipideos existentes na superfície cutânea.

TRATAMENTO DA CASPA

Os princípios activos mais frequentemente utilizados no tratamento da caspa tem acção anti fúngica e bactericida. Por vezes também se formulam preparações contendo compostos com actividade queratolítica e antipruriginosa, com o objectivo de promoverem a remoção das células da camada córnea da epiderme que apresentam tendência para se destacarem sob a forma de películas finas.

Como exemplos:
  • Alcatrão mineral e seus derivados - É um composto que possui actividade queratoplástica e antipruriginosa.
  • Enxofre - É um composto com acção antisséptica; e muitas vezes desaconselhado do ponto de vista técnico porque as suas preparações podem alterar-se com relativa facilidade.
  • Ácido salicilico - É um composto utilizado pelas suas qualidades queratolítica.
  • Sulforeto de selenio - É um composto bactericida e antifúngico e com características queratoliticas suaves.
  • Piritionato de zinco - Tem uma acção bactericida e fungicida. Tem, também, uma acção antisseborreica. Intervém em numerosas formulações de champos em concentrações que variam entre 1 e 2 %.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

ANOMALIAS FUNCIONAIS DO CABELO

Caspa

A pitriase simplex ou capitis, vulgarmente conhecida por caspa seca do couro cabeludo, é uma dermatoses caracterizada por descamação difusa frequentemente pruriginoso. Segundo alguns investigadores, a caspa pode resultar de disturbios funcionais do couro cabeludo associados a desiquilibrios generalizados do organismo. De acordo com outra corrente de opinião, a caspa tem origem na actividade de microorganismos específicos.

Com relativa frequência as escamas aderem fortemente ao couro cabeludo e ficam envolvidas por um exsudado oleosos. Neste caso, quando a descamação se manifesta, processa-se mediante crostas espessas, sendo este tipo de anomalia designada por pitriase esteatoide ou serosa (caspa gorda).

CAUSAS QUE PERTUBAM A BELEZA DO CABELO

- secar, escovar;
- lavagens frequentes;
- álcool;
- radiações U.V, cloro;
- colorações, desfrisagens, permanentes.

CLASSFICAÇÃO DOS CABELOS

Do ponto estético, os cabelos são habitualmente classificados em três tipos:

- Cabelos normais - apresentam aspecto brilhantes e coloração homogénea. São suaves ao tacto e quando examinados a lupa nao devem apresentar falhas de continuidade na cuticula. Os cuidados cosmetologicos a ter com este tipo de cabelos respeitar o equilíbrio fisiológico. Por este motivo, os champos utilizados nas lavagens tem que ser pouco tensioactivos e devem ser removidos com água abundante e não demasiado quente.

- Cabelos secos - Apresentam-se sem brilho e desidratados. São ásperos ao tacto e tem pH ligeiramente mais ácido do que o dos cabelos normais. Possuem fraca elasticidade, e quebram muito facilmente. Devem ser lavados com champos suaves, não devendo ser secos a temperaturas muito elevadas. Os champos que se utilizam neste tipo de cabelos contem em regra princípios activos hidratantes e lubrificantes.

- Cabelos oleosos - São untuosos ao tacto devido a excessiva actividade excretara das glândulas sebáceas. Estes cabelos tem pH ligeiramente mais elevado do que o dos cabelos normais e são susceptíveis de serem afectados por infecções de origem bacteriana. Do ponto de vista cosmetológicos, devem ser frequentemente lavados champos que não sejam demasiado desengordurantes e a secagem deve ser efectuada a temperaturas moderadas. Após a lavagem deve ser tratadas com loções adstringentes e anti-sépticas.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO CABELO

Entre as características físico-químicas do cabelo devemos destacar:

Solidez - é expressa pela resistência a ruptura ( o cabelo é sensível a produtos alcalinos como é o caso do amoníaco utilizado permanentementes, e a produtos oxidantes como é o caso do peróxido de hidrogénio utilizado nas desfrisagens).

Elasticidade - o cabelo pode ser submetido a forças de tracção moderadas sem ficar impossibilitado de retomar as dimensões iniciais, logo que as forças cessem.

Plasticidade - características que lhe permite submeter-se a deformações mais ou menos prolongadas, por exemplo como acontece nas ondulações e permanentes.

Fricção - desta característica depende a maior ou menor facilidade de obtenção do penteado, em virtude da disposição e orientação das células queratinizadas da cutícula o que facilita o deslizamento dos cabelos uns sobre os outros.

Carga eléctrica - em ambiente seco o cabelo adquire electricidade estática. Por esse motivo, determinados tensioactivos utilizados nos champos são muitas vezes utilizados e preferidos, pois possuem propriedades anti-estáticas.

Adsorvência - devido a porosidade de cabelo, estes retém a sua superfície água, sebo poeiras, corantes e princípios activos incorporados nos champos. Em presença de determinados cheiros ( cozinhados ou ambiente com fumo), estes são absorvidos a sua superfície, ficando com um odor desagradável.

domingo, 16 de dezembro de 2012

PRODUTOS DE HIGIENE CAPILAR

O cabelo - Tipos e Problemas

O cabelo e uma formação epitelial córnea. Cortes histológicos do couro cabeludo mostram uma menor espessura da epiderme, ao contrário da derme, que se apresentam mais espessa. Verifica-se a existência de numerosos foliculos pilosos donde apresenta mais espessa. Verifica-se a existência de numerosos foliculos pilosos donde emergem cabelos com um diâmetro superior aos dos pelos normais existentes na pele e ainda numerosas glândulas sebáceas e sudoríparas.

A partir de um exame microscópio do exterior para o interior pode-se evidenciar a cutícula, o córtex e o canal medular como os componentes estruturais mais importantes.

O seu crescimento é regular, cerca de 1/3 nm por dia, ou seja 1 cm por mês; 10 a 15 cm por ano. O cabelo cresce através de um processo que passa por duas fases uma de actividade e outra de repouso ( anagénese, cartagénese, e telogénese ). Entre a morte e a queda definitiva do cabelo podem decorrer três meses.

O crescimento e queda do cabelo varia consoante a estação do ano.

Curiosamente nas mulheres o cabelo cresce mais depressa que nos homens; sendo o contrário para os pelos

A cabeleira normal é constituída por cerca de 100 000 a 150 000 cabelos desenvolvendo uma superfície de 6 m². Compreende-se assim, a dificuldade que apresenta a remoção de sujidade e gordura é os requisitos que deve apresentar um produto destinado para esse fim. Além de que ainda se exigia que após a lavagem o cabelo apresente beleza, brilho, suavidade, e facilidade no pentear.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

CUIDADOS A TER NOS SOLÁRIUMS

- A profissional deverá seguir obrigatoriamente estes passos:
- Identificar o seu fototipo, para estabelecer um plano de bronzeamento ( tempo de exposição, frequência das sessões ): verificar a cor dos olhos, do cabelo e da pele;
- Recolher informações acerca da tendência para se bronzear, ficar vermelha ou apanhar escaldões com facilidade;
- Saber se sofre de alergias ao sol; se tem sinais escuros no corpo, ou se quando anda ao sol fica com sardas.
- Verificar se a cliente possui alguma doença, na qual é totalmente desaconselhável a exposição às radiações ultravioletas ( por ex: lúpus eritematoso e porfiria );
- Saber se está a tomar medicamentos que podem ser Fotossensibilizantes, entre os quais antibióticos, anti-inflamatórios, anti-depressivos, etc.;
- Se tem antecedentes familiares de casos de malanoma.

A cliente deverá:
- Eliminar todos os vestígios de maquilhagem, perfumes ou outros Cosméticos, antes de entrar para o solário.
- Proteger os olhos com uns óculos apropriados ( não serve óculos de sol)
- Utilizar um protector solar nos lábios ( e só aqui ) com um factor de protecção, no mínimo de 50.
- Limpar e desinfectar o vidro do solário, antes de te deitar
- Verificar se as lâmpadas se encontram a, pelo menos, 30 cm da pele ( quanto mais longe melhor )
- Não deve ir ao solário dias seguidos: a exposição deve ser intermitente e gradual
- Se estiver a tomar medicamentos, consultar o médico de família antes de ir ao solário.

SOLARIUMS

A pele bronzeada ainda é, erradamente, considerada, por muitos, como sinónimo de saúde e bem estar. Por isso, quando o sol brilha e o calor aperta, as praias enchem-se. Nos períodos em que as nuvens ensombram o território nacional, a temperatura convida a um maior resguardo e o orçamento não estica até a praias das Caraíbas, há quem veja os solários como solução para manter o tom bronzeado da pele.
Devido a alguns inconvenientes dos auto-bronzeadores hoje em dia os solariums são muito procurados. O efeito pretendido de um bronzeamento é visível em pouco tempo, sem manchas ou marcas.

 A radiação que se utiliza nos solariums é essencialmente UVA que além de causar envelhecimento precoce, pode estar na origem de carcinomas e algum tipo de lesões graves a longo prazo.

Mesmo utilizando protectores nos solariums não existem cremes que contenham grandes quantidades de filtro UVA, por isso a que ter em atenção as visitas aos solariums.

- As consequências nefastas das radiações artificiais são as mesmas do sol, mas o risco de ocorrerem é maior e os malefícios revelam-se mais rapidamente.
- As nossas defesas resultantes de uma exposição gradual ao sol, não são activadas, por isso é totalmente verdade que o salário prepare a pele para a praia.
- Ao contrário do que acontece com o sol, a radiação artificial não provoca vermelhidão da pele, mesmo quando há uma explosão excessiva ( é mascarada pelo bronzeado ). Assim, sem o eritema, não há sinal de alerta para interromper a exposição. Apesar de invisíveis, as queimaduras não são raras nos solários.
- Ao fazer 15 a 30 m de salário, a pele recebe uma quantidade de radiação nociva semelhante à que receberia se passasse um dia na praia. A intensidade da radiação nos solários é maior que a luz natural, podendo acelerar o envelhecimento e o desenvolvimento de lesões cutâneas, incluindo o câncro.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

PRINCÍPIOS ACTIVOS NOS AUTO-BRONZEADORES

Como princípios activos incorporados nestes produtos teremos:

- Dihidroxiacetona - produz compostos aparentados com a melanina, se bem que a coloração seja um pouco diferente. Este são obtidos pela reacção com os radicais livres de compostos aminados, nomeadamente a Argentina originando aminoaldeidos que ao condensarem ou polimerizarem subsequentemente originam um pigmento escuro -a melanoidina
- Psoralenos- metoxaleno, trixialeno - estes produtos em doses restritas são gentes de tratamento tópico da psoriase.
- Eritrulose

Nota: o tom obtido varia de indivíduo para indivíduo, e normalmente 10 a 15% da pele não bronzeia.

AUTO-BRONZEADORES

São produtos que incorporam princípios activos com capacidade de produzirem o escurecimento da pele sem intervenção dos raios UVA.

A uma função não lhes permite serem produtos com eficácia na protecção contra as agressões solares.

Fixa-se na camada superficial da pele, oxida-se e garante uma coloração artificial. Não estão a bronzear, mas a tingir.
A pigmentação produzida por intermédio destes produtos desenvolve-se 5 a 6 horas apos a 1aplicação e desaparece passado 4 a 5 dias. A frequência de aplicação deve ser de duas a três vezes por semana para manter o bronzeamento e deve ter-se especial cuidado na aplicação na pele em camadas finas e bem uniformes para que nao de origem a manchas na pele. Recomenda-se experimentar o produto numa pequena parte da pele para ver se a cor fica bem, e se não há risco de irritação ou alergia, e só depois aplicar no resto do corpo.

São produtos que não são irritáveis, são laváveis e de fácil manuseamento, e resistentes a luz.

BRONZEAMENTO SEM SOL

Existem 5 possibilidades de obtermos um bronzeamento para a pele:

- Sol
- Cosméticos auto-bronzeadores
- Solariums
- Maquilhagem
- Preparados orais

CAPACIDADES DE PROTECÇÃO DOS COSMETICOS SOLARES

Em termo de capacidade de protecção, os Cosméticos solares podem ser classificados em 5 classes:

- Mínima: I.P.S. Entre 2 e 4. Oferecem fraca protecção, mas permitem o bronzeamento.
- Moderada: I.P.S. Entre 4 e 6. Oferecem protecção moderada.
- Extra: I.P.S. Entre 6 e 8. Oferecem boa protecção permitindo ligeiro bronzeamento.
- Máxima: I.P.S. Entre 8 e 15. Garantem máxima protecção e facultam um ligeiro ou nulo bronzeamento.
- Ultra: I.P.S. Maior que 15. Impedem a formação de Eritemas e de bronzeamento. São preparações que incorporam filtros de écran total.

FACTOR OU ÍNDICE DE PROTECÇÃO SOLAR (FPS)

A determinação do factor de protecção solar (F.P.S.) de um cosmético procura relacionar a quantidade de energia mínima de luz necessária para produzir meristema cutâneo numa pele protegida pelo cosmético com a quantidade de energia mínima de luz solar necessária para produzir idêntico eritema quando a pele não esta protegida.

Um dos processos mais utilizados para a determinação dos tempos necessários para se produzir eritemas cutâneos idênticos com e sem protecção.

Fórmula:                                    IPS=T1/T2
Em que

T1= tempo para o aparecimento do eritema quando protegido
T2= tempo para o aparecimento do eritema quando não protegido

Para haver eficácia de protecção solar é necessário que o valor desta relação seja superior a unidade, sendo essa eficácia tanto maior quanto maior for o I.P.S.

Assim, se o I.P.S. de um cosmético por exemplo igual a 3, um indivíduo que sofresse um eritema cutâneo solar após uma exposição de 15 minutos, apresentaria um eritema idêntico ao fim de 45 minutos caso tivesse aplicado previamente o referido cosmético.

Os métodos experimentais para a determinação do factor de protecção solar conduzem a resultados nem sempre concordantes, pois as condições são muito diversificados. Seria por isso mais lógico que os Cosmeticos solares fossem anunciados em termos de capacidade de protecção do que de terem a indicação do valor de índice de protecção solar.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

ADJUVANTES

Em termos adjuvantes estes agrupam-se em várias classes consoante a sua função na preparação. Tal como em produtos Cosméticos já referidos, iremos principalmente encontrar as seguintes classes.

Antioxidantes ou conservantes.

Habitualmente associados a esta classe encontramos os seguintes compostos: a-tocoferol, galhatos de metilo e propilo, nas preparações oleosas ou o nipagin, nopazol ou compostos semelhantes em preparações emulsionadas O/A ou com elevada constituição em água.

Humectantes.

No caso de emulsões é corrente uma classe de substâncias com características humectantes, tais como a glicerina, o propilenoglicol ou o sorbitol.

Espessantes.

Como espessantes de preparações oleosas de elevada consistência, contendo altas percentagens de ceras, aparecem-nos o miristato de isopropilo, o oleato de oleato e a parafina líquida. Como espessantes de çremes e de emulsões O/A e preparações aquosas fluidas, teremos a metilcelulose, a pectina e o carbopol.

Agentes Emulsivos

Como agentes emulsivos bastante utilizados aparecem os SPAN's e os TWEEN's e compostos com acção solubilizante como o cremoplan e mygliol.

Aromatizantes

Por fim uma ultima classe, os aromatizantes (perfumes). Estes constituem um elemento importante de "marketing", mas devem ser evitados se possível, já que são os grandes responsáveis de alergias por fotossensibilizacao. Caso sejam usados, não devem exceder 0,2% da preparacão, devendo ser estáveis ao calor.
Como exemplo de essências que n-ao devem ser utilizadas, temos a de bergamona, a de alfazema, cedro e de limão.

VEÍCULOS OLEOSOS

Assim será de todo interessante o uso de veículos oleosos pela capacidade que estes tem para formar uma película de revestimento cutâneo homogénea, aliadas a propriedades emolientes que conferem ao produto, protegendo a pele dos efeitos desidratantes do Sol e do vento. Um contraposto a este uso e a atenção a viscosidade do produto final, que deve nao ser demasiado elevado para que este tenha aceitação por parte dos consumidores. Assim devemos ter em atenção que o produto não deve ter uma consistência demasiado fluida já que há critérios psicológicos concorrentes para a aceitação do produto; um produto viscoso transmite uma maior sensação de eficácia de protecção porque deposita na superfície cutânea uma película de revestimento mais sensível

DEFINIÇÃO DE EMULSÃO

Uma emulsão é uma forma galenica em que existem duas fases distintas, uma fase aquosa, representada pela letra A e uma fase oleosa, representada pela letra O. Para haver misturas das duas fases inicialmente imiscíveis existe uma interface, constituído por agentes emulsivos.
Em termos de constituição química das fases da emulsão, iremos ter varios tipos de emulsão, um tipo A/O e O/A.
Mais tarde irei explicar em pormenor.

OUTROS COMPONENTES DOS COSMÉTICOS SOLARES

Excipientes ou Matérias-Primas e Adjuvantes

Nos Cosmeticos solares além do principio activo incorporado, o filtro solar, já referido, entram na sua fórmula, também, substâncias com a função de excipiente, que dão corpo a preparação e substâncias adjuvantes. Estes últimos são substâncias que confere características específicas, mantendo a qualidade do produto inalterado ao longo o tempo, como por exemplo, substâncias humectantes e antioxidantes.

Os excipientes ou matérias-primas e certo tipo de adjuvantes afectam a transmissão da luz através da camada córnea. Esta pode ser incrementada, ou pelo contrário, diminuída, dependendo da substância em questão. Assim, por exemplo, quando o veìculo possui capacidade de hidratar a córnea, ou quando incorpora adjuvantes humectantes, actua sobre a transmissão de luz, incrementando-a, pelo contrário se incorpora substâncias tais como os filtros vegetais, ou pigmentos em suspensão, estes absorvem a radiação ou reflectem-na e assim a penetração da luz é dificultada.

Outro aspecto a considerar na formulação do cosmético, nas substâncias a introduzirem-se como excipiente, é a maior ou menor facilidade de remoção do produto pela água. Assim emulsões O/A serão mais facilmente removidas que as de A/O.

FILTROS DE ORIGEM VEGETAL

Para além dos compostos anteriores sintetizados industrialmente, há também substâncias de origem vegetal que tem propriedades de absorverem a luz solar. A desvantagem do seu uso é o facto de absorverem em gamas estreitas do espéctro, pelo que são usados como parte do excipiente da formulação, aumentado o índice global de protecção solar. Como exemplos, citamos o óleo de sésamo, o extracto de coco e o extracto de aloé.

TABELA

Características de alguns filtros selectivos

Características                UVA                         UVA                                     UVA

Nome usual               Benzofenona-1          Benzofenona-2                      Antranilato de mentido

Nome                        2,4-                             2,2,4,4-                                  Mentido-0-aminobenzolato
                                  Dihidroxibenzino      Tetrahidroxibenzofenona      Cicloxanol-5-metido-2-
                                  Fenona.                      Bis (2,4-hidroxifenol)          (1metiletil)-2-
                                  Benzorescinol            Metanona                             Aminobenzolato

Comprimento            291/328                      287/349                                 336
De máxima
Absorção
[]max(nm)

Características          Boa                              Boa                                         Boa
                                 Estabilidade                 Estabilidade                            Estabilidade


Concentração           1,3%                                                                            3,5-5%
Máxima

Fornecedores           3V-Sigma:                                                                    Alto
                                 Uvabsorv 20H/6

                                 BASF:                           BASF:                                    BASF:
                                 UVINUL 400                UVINUL D-50                      Harmonia &
                                 Neville.                                                                        Reim:

                                 Rhone-                                                                          Neoheliopan MA
                                 Poulenc: Syntarc
                                 100

                                 Riedel-de-Haen                                                           Trivent:
                                                                                                                       TRIVENT MA

FILTROS UVB

Derivados do acido p-aminobenzoico ( PABA)

Amildimetil PABA (1-5%)
Octildimetil PABA (1,4-8%)
Etildihidroxipropil PABA (1-5%)
Gliceril PABA (2-3%)

Derivados do ácido cinamico (Cinamatos)

2-etoxietil p-metoxicinamato (1-3%)
Dietanolamina p-metoxicinamato (8-10%)
Etilhexil p-metoxicinamato (2-7,5%)

Derivados salicílicos

2-estilhexil salicilato ( 3-5%)
Homometil salicilato (4-15%)
Trietanolamina(5-12%)

Benzimidazois

5-sulfonico-2-fenilbenzimidazol (1-4%)

Trioleato de digaloilo (2-5%)

2-etilhexil-2-ciano-3,3-difeilacrilato (octocrileno) (7-0%)

FILTROS UVA

Derivados da Benzofenona (2-6%)

Benzofenona-1
Benzofenona-2
Benzofenona-3(Oxibenzona)
Benzofenona-4(Sulibenzona)
Benzofenona-8(Dioxibenona)
   
             Antranilato de metálico (3,5-5%)

EXIGÊNCIA NOS FILTROS SELECTIVOS

Inicialmente os Cosméticos solares eram muito gordurosos. A exigência de uma maior "qualidade" pelos consumidores levou ao aparecimento de preparações com base em emulsões, denominados leites solares, que tem poder de penetração. No entanto a porção que enterra na pele não tem qualquer acção sendo metalizada por estas. Isto, aliás, e uma exigência deste produtos - o filtro solar não deve ser absorvível pela pele. Deve referir que os produtos solares a base de emulsões tem uma certa perda de eficácia protectora do filtro.

É a estrutura molecular que vai ditar a gama de radiações absorvida. A radiação é absorvida em termos de energia cedida a estrutura electrónica do composto, por aumento de excitação electrónica.

Existem variados compostos utilizados como filtro selectivos. A eficácia dos filtros depende da quantidade de energia radiante capazes de absorver por quantidade de substância, ou seja da sua absorvidade molar.

Se esta é baixa, pode elevar-se o valor de radiação absorvida, pelo aumento da sua concentração; há no entanto, que respeitar valores máximos de concentração impostas pelas legislações, estas concentrações são, regra geral, baixas. Uma outra hipótese é a associação de vários filtros ou o aumento da espessura da película de produto a recobrir a pele. Refere-se que o valor da absorvidade vai também variar com os restantes compostos existentes e com o pH do produto.

FILTROS SOLARES

Estes fitros absorvem apenas algumas radiações, normalmente na gama dos U.V.B., eritematogénicas. Quanto maior a gama de comprimentos de onda que absorvem, maior é o índice de protecção ( eficácia de protecção ) correspondente.

Os filtros devem obedecer aos seguintes requisitos:
- Facilitar a passagem das radiações UV de comprimento de onda entre 310-375 nm, de modo a permitir o máximo bronzeamento;
- Ter máxima capacidade de absorção das radiações UV entre 296,7 e 320 nm para impedir a formação de Eritemas cutâneos por estas radiações eritematologicas;
- Serem estáveis dum ponto de vista químico face as radiações solares e as mudanças bruscas de temperatura, para que não percam a eficácia nem originem compostos tóxicos ou alergisantes;
- Serem dificilmente removidos da pele pela transpiração e nao serem voláteis;
- Serem bem tolerados pela pele, serem isentos de odor e serem compatíveis com os restantes componentes que integram o produto;

FILTROS DE ÉCRAN TOTAL

O principio deste filtros éo impedimento da passagem de toda e qualquer radiação por reflexão da mesma.

Estes filtros são de origem mineral e, eventualmente de origem vegetal, sendo incorporados nas preparações sob a forma de pó em suspensão. Os filtros de écran total usualmente utilizados são, por ordem crescente de opacidade:

Talco
Amido de milho
Estearato de Magnésio
Carbonato de cálcio precipitado
Estearato de Zinco
Caulino
Oxido de Zinco
Dióxido de titânio

Os filtros deste tipo mais correntemente utilizados são os dois últimos da lista anterior, óxido de zinco e dióxido de titânio. Estes filtros são especialmente destinados aos tipos de pele com menor defesas contra o Sol.

COMPONENTES DOS COSMÉTICOS ANTI-SOLARES

Constituintes

Pelo facto dos mecanismos de defesa do organismo perante os raios solares apresentam limitações mais ou menos extensas, consoante o tipo de pele, o uso de Cosméticos solares que reforcem a protecção da mesma é plenamente justificado.

As preparações utilizadas para este fim constitui-se por compostos que intervém na generalidade dos Cosméticos aplicados na pele, loções, emulsões, cremes, geles, etc. Neste conjunto é posto o princípio activo para a protecção das radiações actínias UVB, impedindo toda a passagem da luz para a pele ou apenas em parte. Estes princípios activos designados por filtros solares ou fotoprotectores.
O fim dum protector solar não é o de aumentar o número de horas de exposição solar, mas sim o de permitir uma exposição solar razoável com um mínimo risco para a pele.

Há dois tipos fundamentais de filtros solares:
- Filtros de fotoprotecção total ou écrans totais;
- Filtros de fotoprotecção parcial ou filtros selectivos;

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

TABELA

Classificação dos fototipos

Etnia      Fototipo    Cabelos    Cor da   Sardas      Potência do   Potencial do       Golpe           Grau de
                                                       pele                 Eritema         Bronzeamento    De sol   Sensibilidade
                                                                                                                                                     Cutânea
Sujeito              0      Brancos    Albina       0        Queima          Não bronzeia     Constante
Do tipo                                                               Sempre muito        Nunca            +++               Ultra-
Caucasiano                                                           Facilmente                                                      Sensível  

                         I       Ruivos      Leitosa     +++     Queima           Não bronzeia     Constante     Sensível
                                                                               Sempre               Nunca.             +++
                                                                               Facilmente

                         II      Louros       Clara        ++                             Bronzeia muito    Constante    Sensível
                                                                                                     Pouco bronzeado     +
                                                                                                              Ligeiro
                 
                        IIIA   Louros      Clara          +     Queima               Bronzeia             Frequente    Sensível
                                                    Castanha     0    Moderadamente    Gradualmente
                                                                                                           Bronzeado claro
                       IIIB    Castanhos                                                           Ou escuro

Mediterrâneos  IV     Castanhos   Castanha   0    Queima muito      Bronzeia              Raro          Normal
Castanhos                   Claros                                 Pouco                  Sempre bem
Asiáticos
E árabes
                           V      Castanhos   Castanha  0    Queima                 Bronzeia         Excepcio    Insensível
                                   Escuros                            Raramente      Abundantemente     nalmente

Sujeitos
Negroides          VI      Negros     Negra         0      Nunca          Fortemente             Nunca       Insensível
                                                                             Queima           Pigmentada

CLASSIFICAÇÃO DOS FOTOTIPOS DE PELE

A resistência da pele aos raios solares varia de indivíduo para indivíduo. O conhecimento do tipo de pele (em relação à resistência aos raios solares, é vital para a escolha correcta do tipo de cosmético solar a aplicar.

Através da conjugação de várias características, que compreendem o tipo de pele, a cor dos olhos, do cabelo e a raça, podemos distinguir vários fototipos conforme se descrimina a seguir:

Na origem das classificações de tipos de pele em relação aos raios solares, está a reacção natural da pele, a formação dum eritema actinio ( vermelhão ou escaldão, que surge após uma exposição solar mais ou menos longa) que surge normalmente 4h após a exposição e que perdurar por 2 ou 3 dias. As reacções diversas dos diferentes tipos de pele e a sua diferente capacidade de bronzeamento irão ser a chave da classificação.

REACÇÕES AGUDAS AO SOL ( GOLPES DE SOL)

São resultados de uma sobre exposição solar. Caracteriza-se queimaduras epidérmicas com necrose celular ( destruição de células epidérmicas e mesmo dérmicas) e desidratação da superfície.

ENVELHECIMENTO CUTÂNEO

Existem dois tipos de envelhecimento cutâneo. O envelhecimento normal ou intrínseco que se caracteriza pelo aparecimento, a medida que a pele se aproxima na sua fase de senescencia, de xerose, atrofia, rugas de expressão, palidez, púrpura, senil, lentigo senil ou verrugas seborreicas.

Um segundo tipo é o envelhecimento devido às acções agressivas dos raios solares e é denominado por heliodermia.

Este manifesta-se por:
- Rugas profundas;
- Pele espessa ou áspera;
- Pele tipo casca de laranja;
- Pele romboidal da nuca;
- Carcinomas;

TABELA 2

Agentes Fotossensibilizantes de Aplicação local

Colorantes                    Batons, Vernizes
Anti-histaminicos         Prometazina
Anti-acneicos               Peróxido de benzoil
Anti-séptico                  Clorohexidina
Corticoides                    Hidrocortisona

TABELA 1

Agentes Fotossensibilizantes de utilização oral

Neuroleptico                Fenotiazinas
Anti- histaminico         Prometazina
Anti- infeccioso           Sulfamidas, quinolonas, ciclinas
Anti- parkinsonico       Carbamazepina
Antiolitico                    Clorodiazepoxido
Diuréticos                     Furosemina

REACÇÕES DA PELE AS RADIAÇÕES


  • Reacções de Fotossensibilização 
Estas reacções constituem reacções de intolerância ao sol podendo ser de duas classes distintas.
  • Reacções foto tóxicas 
Resultam da reacção fotoquímica ( reacção química activa pela energia radiante ), entre a luz solar e um composto foto reactivo. Este pode contactar directamente com a pele ou pode resultar da metabolização de um composto químico administrativo por via parental ou entérica.

As radiações que estão envolvidas neste processo de fotossensibilização são as radiações visíveis. Estas reacções caracteriza-se pelo aparecimento de:
- Eritemas;
- Edemas;
- Descamação;
- Hiperpigmentação;

Normalmente estas surgem 5 a 18 h após a exposição solar e atingem uma gravidade máxima passado 36 a 72 h. Como agentes fototóxicos contam-se derivados de alcatrão mineral.
  • Reacções fotoalérgicas
Resultam da acção fotoquímica de um agente alergizante com as proteínas da pele, desencadeando a formação de anti-toxinas envolvendo por isso o sistema imunitários da ele neste tipo de irritações cutâneas. As radiações que estão na origem destas reacções são as reacções visíveis e as U.V.A.

Estas reacções caracterizam-se pelo aparecimento de:
- Erupções semelhantes a urticária após alguns minutos de exposição solar;
- Bolhas vesiculares e eczema;

Alguns produtos que concorrem para o aparecimento destas reacções são as tetraciclinas, fenotiazinas e produtos existentes em alguns "águas-de-colónia" e "after-shave".




SISTEMA DE REPARAÇÃO DO DESGASTES FOTOINDUZIDO

Ao Nível dos Núcleos Celulares

As próprias células, ao nível do seu núcleo, têm sistemas que visam a reparação das alterações sofridas ao nível dos ácidos desoxirribonucleico ADN e ribonucleico RNA, responsáveis pela transmissão do código genético, nomeadamente ao nível de alterações da suas conformações espaciais.

UVB   >     ADN      < UVB
                       ^
                       |
               Sistema
                   De
              Reparação

PROTECÇÃO ANTI-RADICAIS LIVRES

Radicais livres

São espécies moleculares altamente instáveis, que se formam no corpo através da oxidação. O seu comportamento e < radical > porque lhes falta um electrão de modo que tentam rouba-lo a outras moléculas. No decorrer deste processo, atacam as membranas celulares e podem, inclusive, lesar a informação genética das células. Os radicais livres são os principais causadores das rugas e das descolorações ou sobre colorações da pele, bem como, do envelhecimento prematuro.

Por outro lado, a vida sem oxidação seria impossível, mas nem toda a oxidação é benéfica. A oxidação pode ser perigosa, ao descontrolar-se. E isto é, exactamente, o que acontece na pele, quando a expomos a uma excessiva radiação ultravioleta. Nesta situação, a pele produz maior quantidade de radicais livres, os quais podem provocar uma autêntica reacção em cadeia.

A pele possui sistemas enzimáticos e espécies anti-oxidantes (como a vitamina
E) Susceptíveis de desactivar radicais livres ( espécies químicas muito reactivas, que por isso irão reagir com constituintes da pele promovendo uma aceleração do envelhecimento) formados pela influência das radiações solares.

Poderemos, por outro lado, fornecer à pele agentes anti-radicais livres que complementem aqueles através de várias vias:

  • Por ingestão de alimentos tais como frutas e legumes ou algumas gorduras;
  • Por aplicacao tópica de cosméticos que tenham incorporados essas substancias ( exemplo: vitaminas C e E ). 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

EFEITO FOTOPROTECTOR DA CAMADA CÓRNEA

A camada córnea da epiderme, bem como o filme hidrolipídico adjacente tem vários mecanismos de absorção dos raios U.V.
- Absorção pelos lipídicos da superfície cutânea originária no sebo cutâneo;
- Absorção pelo ácido urocanico, constituinte do suor;
- Absorção pelos aminoácidos constituintes da queratina;

Daqui se compreende que uma pele sujeita a banhos frequentes justifica o aumento da susceptibilidade que terá em relação ao eritema actínico, pela destruição que esses banhos promovem do filme hidrolípico que contêm tanto os lípidos do sebo como o ácido urocanico.

AUMENTO DA QUERATINIZAÇAO DA CAMADA CÓRNEA DA EPIDERME

A acção dos raios solares U.V.A. Provoca uma reacção de hiper queratinazação ou seja um aumento de espessura da camada córnea de epiderme. Estas alterações fisiológicas dificultam a posterior penetração das radiações eritematogénicas na epiderme.

PIGMENTAÇÃO

O pigmento da pele, a melanina e o termo que se utiliza para designar um bio polímero complexo, responsável pela cor da superfície da pele. A melanina é sintetizada por umas glândulas unicelulares, sobre a B<camada basal da epiderme: os melanócitos.

Estimulados apenas pelos raios U.V.B. Os melanócitos produzem os pigmentos mecânicos e estes, ao emigrarem, impregnam toda a epiderme, desde a camada basal até a superfície. A função essencial da melanina é a de proteger a pele do corpo humano, contra os danos que podem ser produzidos pelas radiações ultravioletas.

Não obstante, após numerosas investigações, constatou-se que, embora a melanina seja um filtro eficaz face aos raios UVB, a sua protecção é insuficiente contra os raios UVA e os Infravermelhos.

As melaninas formam uma grande variedade de radicais livres, em diferentes circunstâncias, em particular sob a acção dos raios UVA. A este respeito, comprovou-se a existência de duas melaninas:

  • Feomelaninas ou pigmentos vermelhos - produzem radicais livres quando são submetidos a irradiação ;
  • Eumelaninas ou pigmentos negros - possuem, ao contrario, propriedades anti-radicais; 
Quase todas as pessoas apresentam ambos os tipos de melaninas, em diferentes proporções, que variam desde as pessoas de pele muito clara, que apenas tem feomelaninas, até a raça negra, cuja epiderme apenas contêm eumelaninas.

Em conclusão, podemos considerar a melanina como um filtro solar eficaz, mas que também apresenta inconvenientes:

- Protege contra os raios UVB, mas é insuficiente perante os UVA e os infravermelhos;
- É variável de uns indivíduos para outros;
- É selectiva, já que o bronzeamento não evita o envelhecimento cutâneo produzido pelos raios UVA;

Recentemente, tem aparecido no mercado diferentes produtos solares que incluem melanina na sua composição. Trata-se de uma melanina hipoalergénica e não toxica, que actua como substâncias fotoprotectora, absorvendo os raios U.V. quando estes se encontram em forma de melanossomas, além de captar e neutralizar a acção dos radicais livres reponsáveis pela oxidação e pelo envelhecimento prematuro.

SÍNTESE DA FEOMELANINA

A síntese da feomelanina é a seguinte:

Cisteína >
                 >       Intermediários benzotiazinas  > feomelaninas
Glutão >

A síntese da eumelanina e a seguinte:
L- Tirosina > dodaquina > hidrox-indoles > eumelanina
( tirosinase )

A ausência da enzima tirosinase, fundamental para a produção de eumelanina é a responsável pela ausência de pigmentação dos indivíduos que sofrem de uma doença hereditária - o albinismo.


ORGANISMO E AS RADIAÇÕES SOLARES

Defesas do organismo contra as radiações

A pele como elemento de protecção do organismo é, por si, uma barreira aos raios solares estando para isso dotada de vários mecanismos de defesa. Esta quando activado pelas radiações faz intervir uma série de mecanismos que se passam a descrever.

FACTORES QUE MODIFICAM OS RAIOS SOLARES

Factores que modificam a qualidade e a quantidade dos raios solares recebidos à superfície

A quantidade das radiações solares que atingem a superfície da terra, é assim, recebidas na nossa pele , depende de vários factores, que devemos conhecer para saber até que ponto a pele necessita de protecção.
  • Estacão do ano
Dada o movimento do eixo de rotação da Terra durante o ano, os raios solares incidem na Terra com ângulos variáveis de estação para estação. Assim no verão os raios solares incidem mais perpendicularmente e por isso atravessam uma menor espessura de atmosfera, sendo por isso menos absorvidos, logo incidindo em maior quantidade. Pelo contrário, no Inverno os raios solares atingem a superfície da Terra em menor quantidade.
  • Latitude 
Quanto mais perto do Equador maior o ângulo de incidência sobre a superfície ( mais próximo de atingirem perpendicularmente) é assim menos absorvidos são pela atmosfera e, por conseguinte, são mais fortes. Raciocínio inverno a medida que nos caminhamos para os pólos.
  • Inclinação diária do sol
Do nascer ao pôr do sol este descreve uma órbita leste oeste, variando a sua altura com a hora solar.
Quanto mais próximo do meio dia solar, mais o sol se encontra a "pique" e mais fortes serão as radiações recebidas na superfície. Isto é mais importante para as radiações UVB, já as UVA não sofre uma alteração diária acentuada. E durante as 11h e as 13h solares ( correspondem as 13h - 15h ) que as radiações UVB atingem a terra na sua máxima potência.
  • Altitude
Quanto mais alto estivermos maior a quantidade de raios solares que recebemos. Em média por cada 100m a incidência dos raios aumentam 4%.
  • Condições atmosféricas
A existência ou não de nebulosidade faz variar bastante a quantidade de radiações a que estamos sujeitos.
  • Reflexão das radiações pelos diversos tipos de superfícies
As superfícies reflectem em quantidade variáveis as radiações, contribuindo para uma exposição solar indirecta. Tal facto é notado nas queimaduras solares provocadas pela reflexão em regiões cobertas com neve. Assim o nivel de reflexão das radiações UV para várias superfícies e apresentada na tabela seguinte.

Tabela 

Superfície                            % Raios reflectidos

Neve                                             80%
Areia                                             25%
Mar em movimento                      20%
Agua parada                                  5%
Asfalto                                           3%
Relva                                             4%




TOTAL DE RADIAÇÕES QUE ATINGEM A TERRA

As radiações atingem a terra em proporções variadas. Assim do total de radiações que atingem a superfície :
- 50% são I.V.
- 40% são de radiação visível
- 10% são U.V., destas:

  • 98% são U.V.A. ( 9,8% do total)
  • 2% são U.V.B. ( 0,2% do total)

C) U.V.C.

São radiações compreendidas entre 190 e 280nm e extremamente lesivas para os seres vivos. Dada as suas características são absorvidas pela camada de oxigénio tri-atómico, vulgarmente conhecido por ozono.
A energia destas radiações consegue fazer alterações profundas nas moléculas portadoras do nosso capital genético, o DNA e provocar alterações genéticas. O facto da camada de ozono ter vindo a diminuir, principalmente nos pólos do nosso planeta faz com que a sua eficácia da observação destas radiações diminúa com as consequências que tal acarreta.
Estas radiações são absorvidas pela camada do ozono.

B) U. V. B.

São radiações na gama dos 280 - 320nm. Estas radiações, também conhecidas por eritematogénicas, são responsáveis pelos eritemas cutâneos agudos ( eritema actinico ), sendo assim muito agressivos para a pele.
Estas radiações estão na origem do bronzeamento indirecto do indivíduo, pois da sua acção implementam um aumento da produção da melanina.

Estes raios de comprimento de onda mais curto que os U.V.A., são de grande energia, actuam rapidamente e a sua acção limita-se principalmente à camada superficial da pele: epiderme. Estão presentes nas horas centrais do dia.

A exposição a estes raios provoca também a destruição da elastina, provocando elastose da derme superficial. Devido à sua grande energia, longas exposições provocam grandes modificações da estrutura celular, alterando o DNA, levando ao aparecimento de carcinomas cutâneos ( tumores da pele).

A) RADIAÇÕES ULTRA-VIOLETA A (U. V. A.)

São radiações na gama dos 320 - 400nm, também designadas por radiações  melanogénicas já que são as responsáveis pelo escurecimento da melanina, ou seja, pelo bronzeamento directo, através da foto-oxidação da leucomelanina localizada nas células das camadas externas da epiderme.

Estas radiações, tais como as visíveis, podem estar na origem de fenómenos alérgicos de fotossensibilização. Por outro lado estas radiações têm efeitos cumulativos, conduzindo ao envelhecimento precoce da pele:
  • Efeitos potenciadores da carcinogênese U.V.B. induzida;
  • Queratinização da epiderme;
  • Elastose da derme profunda;
O seu grau de penetração na pele, podem atingir a derme, provocando a destruição das fibras elásticas, dando origem a elastose dérmica profunda. Por outro lado provocam a queratinizaçao da epiderme, tornando-a mais espessa. A pele torrna-se por um lado mais rugosa e espessa e, também, menos elástica.

A sua influência é proporcional as doses recebidas, que são cumulativas. Estes raios estão presentes durante todo o ano e trespassam as nuvens e as lentes dos óculos. Durante anos consideradas como benéficas, sabe-se actualmente que são os responsáveis pelas alterações em profundidade da derme e que os seus efeitos se acumulam ao longo da vida.

RADIAÇÕES ULTRA-VIOLETA (U. V.)

Radiações na gama dos 190 - 400nm. Estas radiações são principais responsáveis pelas alterações da pele devidas às radiações solares.
Dentro destas teremos várias classes distintas:

RADIAÇÕES VISÍVEIS

São radiações na banda dos 800-400nm. A radiação visível pode ser nefasta por potenciar reacções de fotossensibilidade da pele, ou seja, reacções tóxicas ou alérgicas da pele a um determinado produto químico iniciado pela acção da radiações, como veremos adiante.

EFEITOS NOCIVOS DOS RAIOS INFRAVERMELHOS

Estas radiações têm alguns efeitos nocivos:

  • Potenciam o aparecimento de carcinomas causados pelas UVB; o calor transmitido por estas radiações fornece energia suplementar para as alterações do código genético provocados pelos raios ultravioleta B. Estes efeito aparece principalmente em peles jovens e imaturas;
  • Envelhecimento dermico foto induzido; 

RAIOS INFRAVERMELHOS

São radiações com comprimento de onda superior a 800nm. São radiações importantes no fenómeno de transmissão de calor por radiação. São radiações transmitidas quer pelo sol, quer por todos os corpos incandescentes, como fogueiras e sente-se o seu efeito pelo calor que o corpo recebe. Assim só sentimos o calor duma fogueira se estivermos directamente expostos à mesma. Se interpusermos um obstáculo aos rios infravermelhos deixamos de sentir o calor emitido por ela.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

PRODUTOS DE DESCOLORAÇÃO DO PÊLO

A descoloração não é um método de remoção de pêlos, mas pode tornar menos aparentes os pêlos indesejáveis. São disponíveis produtos comerciais para descoloração dos pêlos, mas pode-se fazer um descolorante doméstico, misturando-se 40 ml de peróxido de hidrogénio com 7ml de amónia a 20%. A descoloração é feita pelo contacto com os pêlos, até a completa remoção da cor, por cerca de 5 a 10 minutos. Este produto é irritante para a pele, não devendo ser usado ao redor dos olhos ou das membranas mucosas.

A descoloração dos pêlos é mais apropriada em mulheres que apresentam um excesso de pêlos pigmentados nos braços, lábio superior ou na linha dos maxilares.
Pode-se utilizar uma associação com um pó descolorante e um oxidante.
O pó descolorante contêm pigmentos para matizar a descoloração e conseguir os melhores resultados. Sem sulfato de amónio eliminando os maus cheiros tradicionais dos pós descolorantes. De notar que se deve fazer previamente o teste de reacção, para evitar alergias e intolerâncias.

EXISTEM TRÊS TIPOS DE COLORAÇÃO:


  • Tintas Permanentes

Este tingimento é feito por oxidação. Logo apresentam um efeito duradouro eu ma boa autenticidade da cor. Pode ocorrer o tal fenómeno favorecedor.

  • Tintas Semi-Permanentes
Utilizam-se produtos protectores do cabelo 8nitrocolorantes que nao são oxidantes. Actuam a cor natural dos cabelos mas não cobrem os brancos; desaparecem após algumas lavagens.
  • Tintas Temporais
Não penetram no cabelo apenas aderem, utilizam-se corantes que tem afinidade para a queratina. Não mudam a cor existente, apenas a reavivam e são simples de aplicar.


PRODUTOS DE COLORAÇÃO DO PÊLO

Tinturas capilares são produtos cosméticos utilizados tanto por homens como por mulheres. As técnicas profissionais de tingimento dos pêlos podem ser classificados de duas formas:
- Escurecem os pêlos
- Clareiam os pêlos

Pode ser utilizado um corante cremoso, posteriormente pode ser utilizado um condicionante pos-tingimento. Algumas vezes o peróxido de hidrogénio, usado no processo de tingimento por oxidação, pode clarear os cabelos, fenómeno conhecido como "favorecedor".

PRODUTOS DE ELIMINAÇÃO PROGRESSIVA DO PELO

Estes produtos têm como objectivo debilitar a raiz do pêlo e desta forma enfraquecer o crescimento do mesmo. Este tipo de produtos tanto podem aparecer em forma de loção ou óleo essencial.
Os produtos usados possuem princípios activos que dão como resultado uma ligeira vasodilatação periférica, seguida de uma suave sensação de calor, unido a um efeito debilitante do bolbo piloso, pelo que, o seu uso contínuo permite espaçar cada vez mais a necessidade de depilação.

Componentes activos
- Cânfora
- Compostos amoníacos de alto poder germicida

CLEANSING SYSTEM TABELA DE PREÇOS

VENDA PUBLICO

BBA1C01 HY-OL CLEANSER 200 ml  35.25€
BBA1C03 PHYTOACTIVE BASE 100 ml 29,90€
BBA1C04 PHYTOACTIVE SENSITIVE 100 ml 26,50€
BBA1C05 PHYTOACTIVE COMBINATION 100ml 28,00€
BBA1C06 PHYTOACTIVE REACTIVANTE 100 ml 28,50€
BBA1C07 MILD CLEANSER 200 ml 29,50€
BBA1C09 CLEASING TONIC 200 ml 29,90€
BBA1C11 MILD PEELING 50 ml 25,50€
BBA1C13 ROSE TONING LOTION 200 ml 31,90€
BBA1C17 MILD CLEANS. FOAM 200 ml 41,50€
BBA1C18 CLEANS. GEL&TONIC 2 IN 1 200 ml 25,00€
BBA1C23 EYE MAKE UP REMOVER 19,90€

BASIC CARE

BBD3C08 BAS. CARE LIP. BAL. CR 46,00€
BBD3C09 BAS. CARE LIP. MOIST. CR. 39,90€
BBD3C10 BASIC SENSITIVE CREAM 50 ml 46,50€






          

ALTERAÇÕES NO SISTEMA PILOSO

Por vezes surgem alterações no sistema piloso a nível da cor, estrutura, ou quantidade. No entanto na estética as alterações as por excesso de pêlo são as mais importantes.
Designa-se por hirsutismo o aumento de excesso de pêlo de características e localizações masculina, pode ser geral ou localizado na face (sua origem pode ser hormonal, medicamentosa ou idiopatica).

Hipertricose

Crescimento excessivo de pêlos, em geral em zonas onde normalmente não existem.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

DESVANTAGENS DOS MÉTODOS DE EPILAÇÃO DEFINITIVO

- Caros ou muito caros;
- Doloroso e podendo mesmo deixar cicatrizes ( exemplo: queimaduras):
- Tem que ser feito por t´cnicas credenciadas:
- Demorados:
- O pêlo tem que ter pelo menos 0,5 cm.

VANTAGENS DA EPILAÇÃO DEFINITIVA


- Efeito duradouro ou mesmo definitivo
- Aplica-se para casos de hirsutismo ( principalmente a epilação definitiva).

OS MÉTODOS MAIS COMUNS DA EPILAÇÃO DEFiNITIVA SÃO


  • Electrocoagulação 
Utiliza-se a corrente eléctrica galvânica ( contínua), e através de uma agulha que penetra no canal pilo-sebáceo dá-se uma descarga eléctrica na papila de modo a cauterizá-la. Este e o método mais utilizado e mais eficaz.
  • Diatermocoagulação 
Utiliza a corrente eléctrica galvânica, e através de uma pinça que agarrava haste do pêlo dá-se a descarga eléctrica.
  • Blend
É uma mistura das duas correntes eléctricas, galvânica e de alta frequência.
  • Laser 
É o método mais eficaz, mais caro, menos doloroso e igualmente demorado.
Existem poucos estudos acerca dos seus efeitos secundários; apenas se sabe que não detecta pêlos claros.

MÉTODOS DE EPILAÇÃO "DEFINITIVA"

Designa-se por definitiva todos os métodos epilatórios que conseguem destruir a raiz do pêlo. Diz-se epilação definitiva mas só ao longo de muitas sessões é que se pode considerar definitiva. Quando tal sucede o pêlo não volta a crescer. Regra geral são métodos muito eficazes, caros, demorados, dolorosos, e têm que se ser efectuados por técnicas credenciadas. É muito importante o estado geral de saúde da cliente uma vez que se trabalha com corrente eléctrica.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

MÉTODOS QUÍMICOS

Os pêlos são danificados até o ponto de se romperem sobre a superfície cutânea. Os fios de pêlos e a pele são semelhantes na sua composição de queratina, de forma que a maioria dos depilatorios são extremamente irritantes. Também podem danificar tecidos e móveis, nunca devendo ser usados perto das membranas mucosas.

Os depilatórios contêm detergentes, adesivos, correctivos  de pH. O detergente remove o sebo protector dos pêlos e o adesivo ajuda o depilatório a estica-los, por 5 a 10 minutos. Os pêlos grossos e intensamente pigmentados parecem um pouco mais resistentes à remoção química , sendo por isto tais produtos não são eficientes na remoção da barba masculina.

CERAS DE BAIXA TEMPERATURA ( PASTILHAS )

São também fabricada com colofónias e com derivados de colofónia. As ceras de baixa temperatura levam uma proporção superior de colofónia que de derivados de colofónia.
Fazem parte da sua composição uma çera microcristalina de origem mineral.
As ceras de qualidade incorporam o processo de fabrico das ceras puras de abelha, de origem animal. A percentagem das ceras de abelha têm uma influência importante no comportamento deste produto. Consegue-se ceras com maior elasticidade, um ponto de fusão mais baixo e permitem a utilização do produto durante mais tempo conservando as suas qualidades.
Incorporando-se sempre um antioxidante para preservar a qualidade da cera durante mais tempo.
As ceras de baixa temperatura opacas levam dióxido de titânio e pigmentos. As ceras perfumadas incorporam essências com os aromas correspondentes.

O enchimento efectua-se através de umas mangueiras próprias que têm de estar a uma elevada temperatura para que a cera se mantenha em estado líquido, que as transporta até uma máquina automática dosificadora que vai enchendo os moldes dos quais sairão as pastilhas. Estes moldes são transportados por um tapete até um túnel de frio de aproximadamente 12 metros de comprimento. No interior deste túnel, os circuitos de frio, criam uma temperatura de aproximadamente 10º negativos, provocando a solidificação rápida. As ceras desprendem-se assim facilmente dos moldes e saem pelo final do túnel para posterior embalamento.

CERAS FRIAS ( ROLL-ONS E LATAS)

As ceras frias são fabricadas com uma proporção maior de derivados de colofónia do que de colofónias e não devem levar na sua composição nenhum tipo de gorduras.
São ceras com maior capacidade de arrancar o pêlo com uma aplicação. São também mais agressivas. Não tem elasticidade, por essa razão tem que ser retiradas com papel de depilação.
É incorporado sempre um antioxidante para preservar a qualidade da cera durante mais tempo.
Os roll-ons opacos levam dióxido de titânio e pigmentos.
Aos roll-ons perfumados incorporam-se essências com o aroma correspondente.

O enchimento é efectuado através de umas mangueiras apropriadas, que têm de estar a uma elevada temperatura para que a cera se mantenha em estado líquido, transportando-a  para uma máquina semi-automática e dosificadora na qual se procede ao enchimento dos roll-ons e das latas. Finalmente os roll-ons são colocados numa máquina automática que os fecha colocando as protecções, e as latas são fechados com as tampas de abertura fácil.

FASES DO PROCESSO DE FABRICO DAS CERAS


  1. São colocados em recipientes as colofónias eos derivados da colofónia em estado solido. Os recipientes são aquecidos a uma temperatura que não deve ultrapassar para não alterar a qualidade das matérias primas. Lentamente se vão derretendo. Este processo dura entre 3 ou 4 horas.
  2. Quando as colofónias e os derivados da colofónia estão em estado viscoso põe-se em funcionamento as hélices, que lentamente vão girando para favorecer a mistura das matérias primas. Este processo dura entre 1 ou 2 horas.
  3. Quando as colofónias e os derivados da colofónia se encontram em estado liquido, deixam-se arrefecer os recipientes até uma temperatura aproximada de 80º. Nesta fase, em função do tipo de cera que se vai produzir, junta-se as ceras microcristalinas, as ceras de abelhas e o anti-oxidante, misturando sempre com a ajuda da hélice.
  4. Na fase final do processo e também em função do tipo de cera, adiciona-se a mistura o dióxido de titânio, os pigmentos ou colorantes e os perfumes.                    

PROCESSO DE FABRICO DAS CERAS

As ceras são fabricadas com colofónias, essencialmente constituídas por Ácido abietico e esteres ou derivados de colofónia, obtidos através da esterificação com trietilenoglicol e glicerina (Resiester T).
O fabrico destas ceras é uma mistura de produtos lipossolúveis (colofónias, derivados de colofónias e ceras).
Não é uma emulsão pois não ocorre a mistura de produtos hidrossolúveis e lipossolúveis e portanto, não é necessário a adição de qualquer emulgente.
A mistura ocorre em recipientes que são aquecidos a elevadas temperaturas através de um circuito de água quente. Os recipientes dispõem de uma hélice que gira no seu interior para favorecer a mistura das matérias primas em determinada altura do seu processo de fabrico.

CERAS EPILATORIAS A FRIO ( MORNAS)

Denomina-se ceras de  epilação a frio as massas de elevada viscosidade com as características das colas, que não necessitam ser aquecidas para poderem ser estendidas sobre a pele. O estrato formado faz-se aderir depois a uma tela (banda) constituindo um verdadeiro esparadrapo. Este é retirado por esticao, pelo que se consegue assim a extracção dos pelos aderentes.

As massas adesivas podem ser preparadas com base em glicose ( cola de glucose ) que substitui a cera, resinas sintéticas e óleos fixos, como rícino ou o azeite. Algumas marcas existentes no mercado dizem conter mel na sua composição. O melaço e o mel são bons espessastes e plastificantes.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

RECICLAGEM DAS CERAS

A reciclagem da cera é inerente um certo número de incoviniente, tanto maior quanto o uso da cera. Com o arranque das placas é retirado o manto hidrolipidico, o suor produzido como resposta pronta ao aumento da temperatura no local da aplicação é também a maior parte da microfilmar autóctone. Quando se submetem as placas a nova fusão, a presença da água faz aumentar a temperatura de liquefação ou de fusão das misturas. Em consequência, o calor fornecido, a introdução de novos grupos funcionais impurezas provocam modificações estruturais nos componentes das ceras, das quais provêm formas com diferentes características de plasticidade e adesividade. Uma cera bastante reciclada ( cera velha) tem que ser aplicada a temperaturas mais altas ( e por vezes insuportável pelas utilizadoras), pois encontram-se deslocado o intervalo fuso-solidificação, adquire um tom mais escuro, fica menos plástica e mais quebradiça o que inegavelmente traduz desvantagens.

Acresce ainda o risco de contágio sempre que a reciclagem contemple arraste de microorganismos patogénicos termo-resistentes.

E pode aconselhar utilizar somente uma vez a porção de cera que serviu para epilação de zonas mais húmidas como axilas e virilhas e nunca submeter a aproveitamento as placas provenientes de zonas de pele lesada, descamada ou com tonalidade alterada.

MODO DE APLICAÇÃO E COMPOSIÇÃO DA CERA QUENTE

Feita por intermedio duma espátula de osso ou Madeira, estendendo uma camada de cera fundida de espessura de alguns milímetros sobre a área a epilar, espalhando no sentido do crescimento do pelo.

Como se compreende, o intervalo entre a aplicação do arranque tem que se situar numa zona de temperatura perfeitamente suportada pela pele, de modo a nao causar queimaduras, irritações ou sensibilizações. Nesse intervalo de tempo, a cera deve ser dotada de boa moldagem anatómica e aderência aos movimentos de arranque implementados no sentido contrario a orientação do pelo e momentos após a sua aplicacao, antes da solidificação integral da massa.

A composição das ceras Epilatórias comportam basicamente a mistura de ceras e resinas. As vaselinas, lanolinas ou óleos, bem como outros aditivos são também adicionados para as dotar de melhores características. Estas misturas constituem massas sólidas a temperatura ambiente.

As ceras que servem como base principal destas preocupações são escolhidas de entre as ceras de origem animal e de origem vegetal, sendo, respectivamente a cera branca de abelhas e a cera de carnaúba as representantes de cada grupo, isto é, as que encontram mais frequentemente nas formulações.

A colofónia, conhecida também por pez louro e por resina de pinheiro e a escolhida de entre as resinas que se misturam as ceras com vista a satisfazer a adesividade e o aprisionamento dos pêlos.

As vaselinas, lanolinas ou óleos fazem parte frequentemente das misturas para a fusão ocorrer a temperaturas mais baixas e também para que as tiras viscosas da cera epilatória, uma vez aplicadas,
na pele, adquiram maior emoliência e não endureçam rapidamente, de modo a partirem por tracção.

Na composição destas ceras podem-se adicionar pós de grande tenuidade para corrigir a viscosidade com o sentido de exercerem alguma acção adsorvente, lubrificante ou contra-irritante (talco, amido, calamina, dióxido de titânio ou ódio de zinco)
Os corantes são adicionais para da cor. Quando pretendemos uma coloração esverdeada pode-se adicionar clorofila, uma coloração rosada adiciona-se calamina rósea, e para uma coloração amarelo-pálido pode-se adicionar pós brancos.

Como vantagens deste tipo de ceras pode-se destacar a dilatação dos poros que a temperatura provoca, tornando a epilação menos dolorosa.
Como desvantagens temos a dificuldade de auto-depilação, o facto de poder provocar queimaduras, o seu cheiro mais intenso, e o facto de ser prejudicial para as varizes e veias dilatadas.

MÉTODOS FÍSICOS OU MECÂNICOS

Empregam forças mecânicas de corte, de abrasão e de arranque:

  • Pedra-Pomes e Lixa
A pedra-pomes é constituída por variedade de pedra muito porosa que serve para polir ou limpar e pode ser resultado da solidificação rápida da lava.
A lixa é constituída por papel ou pano coberto com uma massa impregnada de areia para polir.

Actuam por dermo-abrasão, são usadas com movimentos circulares, nas pernas, na direcção do crescimento do pêlo e em sentido oposto. São autênticos depilatórios, económicos, mas não aconselháveis para peles finas ou peles com pêlos espessos, dado o desgaste imprimido a camada córnea. O processo causa irritação, muitas vezes agravada pelo ensaboamento preliminar com o fim de lubrificação e amolecimento. Nestes casos torna-se mais recomendável a adopção do talco. Após a mecânica de abrasão convém proceder a passagem com água em toda a área depilada seguindo-se de um creme antisséptico para evitar o desenvolvimento de foliculites.
  • Lâminas
Método depilatório em que utiliza a técnica de corte nas axilas e pernas. A forma mais vulgar de remover pêlos. É um método rápido, fácil e económico e, contrariamente ao que se pensa, não faz os pêlos nascerem mais grossos.
Geralmente o corte é precedido de humedecimento com água ou também com sabão ou espuma. Se a depilação se efectua com máquina eléctrica (pernas), o corte é praticado a seco. O traumatismo por corte pode ocasionar fissuras na epiderme e derme havendo necessidade imediata do emprego de hemostáticos (barra de alúmen). Mesmo assim, a menor agressividade da técnica traduz-se na eliminação do creme hidróxido-lipídico natural ficando a pele desprotegida. Normas da flexibilidade por intermédio de um cosmético emulsionado hidratante e que cumulativamente possa exercer efeito refrescante e calmante ou contra-irritante. Estão indicados os cremes ou loções, em cujas fracções
hidrossolúvel e lipossolúveis se ncontrem compostos que contêm da composição do NMF. Mas rapar os pêlos muito rentes pode dar origem a pêlos encravados, e os resultados são de muito curta duração - em geral, os pêlos reaparecem passado um ou dos dias.

  • Pinças 
Método de epilação, que actua por arranque e são usados em áreas muito circunscrita para epilação de pêlos normais ou hirsutos. Ajudam muitas vezes a aperfeiçoar ou acabar a epilação feita por outra técnica, pois conseguem-se a retirada de pêlos renitentes ou encravados na epiderme. Tem perfeita serventia nos casos de foliculites ou te de pequenos furúnculos. Sempre que se de por terminada a epilação, a pinça deverá ser desinfectada com álcool e a área epilada deve tratar-se com uma zona antisséptico e evitar o calor. Geralmente acontece que a remoção do pêlo deixa marcas na zona, mas que naturalmente esse estado regressa ao normal passado um período de tempo não muito longo, mas bastante indeterminado.
  • Ceras Epilatórias 
As ceras Epilatórias baseiam-se na técnica de adesividade e arranque tendo por objectivo a epilação. Envolvem duas variedades consoante a temperatura de aplicações sobre o pêlo. Assim, dispomos das conhecidas "ceras de epilação a frio" (mornas). As ceras são escolhidas para pequenas e grandes áreas como as axilas, face, virilhas e pernas.
  • Ceras Epilatórias a quente
As ceras de epilação a quente, apresentam-se em placas, cubos ou em pastilhas destinadas a serem introduzidas em recipientes para as fundir.

MÉTODOS DE DEPILAÇÃO / EPILAÇÃO

As acções para remover os pêlos podem ter processos variados, segundo a sistematização que consta no seguinte esquema:

Métodos Físicos

  • Pedra -pomes
  • Lixas
  • Lâminas 
  • Pinças 
  • Ceras
  • Bandas
Métodos Químicos 
  • Pós
  • Pastas
  • Cremes
  • Geles
  • Líquidos
  • Espumas
Métodos Fisioterápicos
  • Electrólise 
  • Electrocoagulação 
  • Laser

PELOS BELEZA E GERAÇÕES

Apesar dos cuidados de beleza merecem cada vez mais atenção por parte das mulheres, este e um problema que tem atravessado gerações.
Desde as civilizações mais antigas, por motivos religiosos, sociais, como propósitos de castigo ou para melhoria de apresentação pessoal, homens e mulheres praticam a remoção de pelos e cabelos de modos variados, bem como tentaram a inibição do seu crescimento. Tribos africanas e nativos Sul-americanas utilizam exsudados de árvores para conseguirem mais facilmente a depilação.
Na antiga Grécia, em 2000 a.C., as gregas arrancavam os pêlos com as mãos, ou queimavam-nos com cinzas quentes sobre a pele. A dor era tanta que as sacerdotisas dos templos de Creta, ingeriam uma bebida forte, semelhante a um anestésico, que entorpecia o corpo e evitava o sofrimento.
Nos anos 20 e 30, a depilação era apenas feita nas pernas, enquanto a zona púbica e as axilas nao eram delineadas.
No incio da segunda metade do século, a depilação das axilas e a grande conquista, generalizando -se a prática da depilação.
A depilação axial é aconselhada, pois além do factor estético, aumenta a superfície da pele em contacto com os anti-transpirantes e por outro lado impede a proliferação de micro-organismos.
Aplica-se o termo depilação quando o processo de retirar o pêlo é degradativo e parcial; ou seja o pêlo é <cortado>.

Entende-se por depilação todas as medidas de corte do pêlo e que originam um resultado transitório, ou seja o pêlo volta a crescer com maior ou menor rapidez.
As repetições são necessárias num curto espaço de tempo, e convém que nao sejam dolorosas ou que causem efeitos secundários.

Por outro lado aplica-se o termo epilação para a remoção total incluído a raiz.

Embora com excepções, a procura de métodos depilatórios/epilatorios, são para uso feminino, essencialmente para as práticas removíveis ao nível da face, das axilas e das pernas. A escolha do método é dependente da sensibilidade de cada mulher, mas o factor tempo economia influenciam muitas vezes o processo adoptado.

RADIAÇÃO SOLAR

A luz solar é um espectro de radiações electromagnéticas (fenómeno ondulatório). Se bem que os nossos olhos captem a luz solar como uma "mistura" homogénea de luz branca, esta é, na verdade constituída por um conjunto de radiações diversas. A sua diferença reside numa propriedade que elas têm e que é o comprimento de onda. Quando a luz passa por um prisma de vidro ou em gotículas de água na atmosfera, divide-se nas variedades radiações que a compõem e que a vista humana percebe sob a forma de cores diferentes ( "arco-íris"), que mais não são do que radiações com comprimentos de onda diferentes. A luz solar, além das radiações que a vista humana apercebe na forma das várias cores, emite também variadas radiações que não apercebemos e assim poderemos as primeiras denominá- las de luz visível e as ultimas denominá-las por várias designações, consoante a gama de comprimentos de ida a que pertençam: infravermelhos, IV, ultravioletas UVA, UVB e UVC.

A energia que cada radiação contêm é inversamente proporcional ao seu comprimento de onda, ou seja, radiações com pequenos comprimentos de onda, terão comparativamente, maior energia do que radiações com gandes comprimentos de onda. A unidade de comprimento usado é o namometro, (nm), que corresponde a 0,000000001 m. Todas as radiações solares afectam a nossa pele. Discutiremos em seguida cada tipo de radiação.

COSMÉTICO COM FUNÇÃO ANTI-SOLAR

Apesar da idéia corrente da nocividade dos raios solares, devemos ter em atenção que estes, em doses convenientes trazem, também, benefícios para a saúde, entre os quais poderemos citar:

  • Estimulação da circulação sanguínea periférica;
  • Incrementam a síntese da vitamina D na pele. Esta vitamina potência a assimilação do cálcio e comprovou-se que ao apanhar Sol, durante 10 minutos, 3 dias por semana, é suficiente para cobrir as necessidades da vitamina D;
  • Função terapêutica na prevenção de certo número de infecções cutâneas e no tratamento de dermatoses de carácter recidivo tais como a psoríase;
Activação da produção da melanina, promovendo assim o bronzeamento da pele e das defesas do organismo contra a acção agressiva dos raios solares.

COSMÉTICA APLICADA A EPILAÇÃO E DEPILAÇÃO

O sistema piloso estende-se a toda a zona do corpo excepto palmas das mãos, plantas dos pés, e algumas zonas genitais. Consoante as zonas assim varia o tamanho e a espessura do pêlo.

Estruturalmente, o pêlo é constituído por um caule ( que constitui a parte visível) e uma raiz ( que constitui a parte invisível). Tem como órgãos anexos o músculo erector, e as glândulas sebáceas ( que lhe conferem impermeabilidade) e sudoríparas.

Os pêlos constituem uma barreira protectora ( pestanas e sobrancelhas protegem os olhos), e ajudam a conservar o calor (perante o frio os músculos erectores levantam-se para permitir uma redução das percas de calor).

O excesso de pêlo, principalmente em zonas não desejadas, pode ser molesto e perturbador, inclusivamente inestético. Os pêlos supérfluos devem eliminar-se não só por uma questão higiénica como também por uma questão estética e de ideal de beleza.

PENETRAÇÃO DO PRINCÍPIO ACTIVO

A penetração depende do veículo utilizado para o princípio activo. Os excipientes de origem animal (banha, lanolina, etc.) são dotados de maior poder de penetração do que os de origem vegetal (azeite, óleos diversos) e estes mais do que os de origem mineral (vaselina, parafina, etc.).

Substâncias que nao penetram na pele intacta

  • Substâncias totalmente lipossolúveis;
  • Substâncias totalmente hidrossolúveis;
  • Substâncias sólidas ( pós).

FACTORES DEPENDENTES DO PRINCÍPIO ACTIVO


  • Coeficiencia de partilha
Se o principio activo apresentar uma boa solubilidade nos óleos e simultaneamente uma relativa hidrossolubilidade, terá mais possibilidades de ser absorvido;
  • Estado de ionização
Os factores nao ionicos são mais facilmente absorvidos;
  • Estado de dissolução
Quanto mais dissolvido for, melhor absorvido e;
  • Concentração do princípio activo
Quanto mais concentrado for, melhor penetra.

DESENVOLVIMENTO DA COSMÉTICA

A cosmética desenvolveu mecanismos físicos e químicos que permitem controlar a permeabilidade cutânea. Entre os físicos, destaca-se, a ionoforese (aplicada nalguns gabinetes de estética e apresentada também com outros nomes mas sob o mesmo princípio) que consiste na passagem de uma corrente eléctrica fraca entre a zona da pele a tratar e um outro local do corpo. Esta corrente eléctrica aumenta a permeabilidade a substâncias ionizáveis, ou seja, cujas moléculas possuem carga eléctrica.
Entre os métodos químicos, a simples aplicação de um solvente orgânico da pele (álcool etílico, por exemplo) diminui o efeito barreira e aumenta a permeabilidade devido a remoção do filme lipídico protector. A exfoliação mecânica ou química da pele, eliminando grande parte da subcamada descamante.
A utilização de lipossomas é outro métodos encontrado para atravessar a referida barreira.

FACTORES QUE INFLUENCIAM A ABSORÇÃO CUTÂNEA

INTEGRIDADE ATÓMICA

Se esta estiver alterada, a penetração poderá ser muito facilitada, daí o cuidado a ter na colocação de cosméticos sobre zonas lesionadas.

PH DA SUPERFÍCIE CUTÂNEA

O pH da pele, que normalmente é ácido, pode sofrer alterações e ter um papel na ionização dos princípios activos . Geralmente, as substâncias não ionizáveis têm uma melhor penetração.

IDADE

Devido ao estado de hidratação e consequentemente ao manto hidrolipídico, há mais células mortas, a pele está mais seca e, por isso, é mais difícil a penetração.

FACTORES DEPENDENTE DO MODO DE APLICAÇÃO

A fricção e a massagem podem activar a absorção, porque há uma melhor penetração do produto no folículo piloso, diminuem a viscosidade do excipiente e activam a circulação.

ESTADO DE HIDRATAÇÃO DA CAMADA CÓRNEA

A hidratação da camada córnea aumenta a sua permeabilidade, pois a queratina é higroscopica. A hidratação pode ser aumentada impedindo a perspiração insensível e a evaporação do suor. Para o efeito  poderão ser utilizados produtos oclusivos .

DESENGORDURAMENTO SUPERFICIAL DA PELE (DESLIPIDAÇÃO DA PELE)

Seja por solventes orgânicos, seja por tensioactivos, pode melhorar a absorção percutânea pois retira a barreira lipídica do sebo cutâneo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

GRAUS DE PENETRAÇÃO DE UM COSMÉTICO

Um cosmético pode ter diferentes graus de penetração na pele, variando de acordo com a constituição dos mesmos. Assim, existem diferentes níveis:

  1. Por contacto, quando o cosmético fica depositado na superfície sem conseguir penetrar (temos o exemplo da maquilhagem)
  2. Penetração incompleta, em que o cosmético penetra só até a camada mais exterior da pele, epiderme / completa (chega a derme)
  3. Penetração completa, em que a penetração faz-se até as camadas mais internas, derme e hipoderme.

domingo, 18 de novembro de 2012

VIAS DE PENETRAÇÃO DOS PRINCÍPIOS ACTIVOS

  1. Via trans-eidérmica- é a que conduz através das diferentes camadas da pele, pelos espaços e cimento extracelular das substâncias epidérmicas ou através das membranas celulares.
  2. Via transanexial- os aparelhos pilo-sebáceos (folículos pilosos e glândulas sebáceas) são zonas de mais fácil penetração, pois a camada epidérmica fica mais fina, sendo constituída, por vezes, por uma simples camada de células vivas.
  3. Glândulas sudoríparas- têm um papel pouco significativo na penetração percutânea, pois só passam substâncias com grande afinidade para a água.

PRINCÍPIOS ACTIVOS CONTIDOS NOS COSMÉTICOS

Existem barreiras apresentadas pela pele à penetração dos princípios activos contidos nos cosméticos:
  1. Manto hidro-lipídico (formado por uma emulsão rica em sebo cutâneo (contém 20% de colesterol, diversos glicerídeos e ácidos gordos livres), elementos ácidos da queratina e ainda ácido láctico e ácidos dicarboxílicos provenientes das glândulas sudoríparas.
  2. Estracto córneo, apresentado-se como uma parede de tijolos em que as células queratinadas se sobrepõem de modo desencontrado, bem aderidas umas às outras por ligações feitas com pequenas fibrilas, e consolidadas pelo cimento intercelular.
  3. Camada germinativa da epiderme.
No entanto, estas barreira diminuem consideravelmente nas invaginações que a epiderme faz nos folículos pilosos, glândulas sebáceas e sudoríparas.
Por estas razões, que a absorção dos produtos é maior pela passagem transfolicular.

Todavia, a pele não nos isola completamente do exterior, sendo uma das suas características a permeabilidade selectiva. Deixa-se penetrar por algumas substâncias, mas é impermeável a outras.

ABSORÇÃO ATRAVÉS DA PELE

Entende-se por permeabilidade percutânea a capacidade de penetração de algumas substâncias até à camada dérmica onde, através da microcirculação, elas podem actuar não só na pele (para os cosméticos) como também em todo o organismo (caso dos fármacos). Para que tal aconteça é necessário que essas substâncias consigam vencer o referido efeito barreira da pele. A absorção através da pele é fraca e só alguns compostos têm a capacidade de penetrar facilmente através dela.

ORIGEM DA ACIDEZ

A origem da acidez é devida aos factores seguintes:
  • Origem Epidérmica: devido aos ácidos gordos das lipoproteínas existentes no processo de queratinização;
  • Origem Sebácea: devido ao ácidos gordos da hidrólise dos glicerídeos do sebo;
  • Origem Sudorípara: devido ao ácido láctico formado aquando do desenvolvimento de trabalho muscular;
A concentração de glândulas sudoríparas e a qualidade do suor são os principais detergentes do pH epidérmico e estes variam com a zona da pele. Aacidez da pele varia de região para região do corpo como nos mostra a tabela seguinte. De notar que, as fórmulações cosméticas deverão ter em conta o pH médio da pele a que se destinam.

Couro Cabeludo 4,0
Rosto                  4,7
Tronco                4,7
Perna                   4,5
Prega Mamária    6,0
Axila                    6,5

GRAU DE ACIDEZ DA PELE

A medida de acidez usada é a escala de pH.
O pH é uma medida química das substâncias relacionada com a concentração de iões de hidrogênio (ou hidrogeniões, H+) em meio aquoso.
Em termos gerais o pH duma dada substância pode ir de 0 (extremamente ácido) a 14 (extremamente básico ou alcalino). O pH da água destilada pura é de 7, padrão utilizado para dizermos que uma substância com este pH é neutra. Valores quanto mais inferiores a este valor, serão tanto mais ácidas(uma solução de ácido acético concentrada terá um pH de cerca de 3, já o do ácido sulfúrico terá pH na ordem de 0 a 1).

valores superiores ao referido indicam-nos substâncias alcalinas ou básicas (a soda cáustica concentrada usada para desentupir canos terá pH de 12-14).

Apesar do termo neutro empregue para substancias com pH neutro, o termo neutro pode ser enganador, de facto, como referimos, o pH médio da superfície da pele é de 4,5-5,5. A consequência do uso de substâncias com pH superior ao da superfície da pele é desidratarem a pele.

Como se referiu, em relação ao manto hidrolipídico, o estado normal da pele tem um pH ligeiramente ácido. Esta acidez é devida aos ácidos orgânicos presentes na constituição do manto hidrolipídico.

MANTO HIDROLIPÍDICO

O suor secretado pelas glândulas sudoríparas écrias forma em conjunto com o sebo secretado pelas sebáceas uma emulsão, na qual o agente emulsivo são as moléculas de fosfolípidos, resultando uma mistura de características levemente ácidas que envolvem a superfície da pele como um manto ou uma película. Aligeira acidez desta película (pH=5,5) irá impedir o desenvolvimento de microorganismos.
Esta película protectora habitualmente designa-se por manto hidrolípico ou filme epidérmico. A lavagem da pele com produtos básicos (como os sabões alcalinos) irá alterar este manto, desprotegendo-o e secando a pele, pelo que se encontra cada vez mais produtos de limpeza, tais como os "sabões" líquidos cuja acidez se situa ao nível da acidez média da superfície da pele, com o fim de não alterar significativamente o manto hidrolipídico.

DEFINIÇÕES DAS CAMAMADAS DA PELE

A epiderme é, por definição rigorosa, um tecido epitelial pavimentoso estratificado, ao passo que a derme é um tecido conjuntivo denso.

Como camadas distintas, a epiderme e a derme têm, tanto propriedades, como funções, distintas. A epiderme e a derme têm uma função de barreir isolante do meio exterior e a derme têm como função fornecer a tonalidade e elasticidade caracteristicas da pele.

A pele tem tendência para sofrer alterações ao longo da vida do indivíduo. A pele de um bebé tem uma camada mais grossa de gordura e uma muito mais fina de queratina protectora. À medida que as pessoas envelhecem perdem a gordura da hipoderme; a derme e a epiderme tornam-se mais finas, as fibras elásticas da derme fragmentam-se e a pele tende a enrugar-se. As peles mais envelhecidas segregam menos gordura protectora e, por isso, a pele seca com maior facilidade.

A irrigação sanguínea também diminui com a idade, pelo que as lesões cutâneas se curam mais lentamente nas pessoas mais velhas.

A pele sofre, a par com os restantes orgãos do nosso corpo, um processo natural de envelhecimento, sendo esta a que, mais marcadamente, indica o aceleram ou o retardam.

A esteticista tem em sua mão meios eficazes de diminuir a aparência envelhecida da pele.

CAMADAS DA PELE

Hipoderme

Camada que suporta as 2 subjacentes e que funciona como uma reserva de energia pois tem uma riqueza lipídica. E uma camada de gordura que ajuda a isolar o corpo, do calor e do frio.

Derme

Camada muito espessa e alta de tecido conjuntivo. Tem uma função importante de nutrição e oxigenação da epiderme. E na derme que se encontram as fibras de colagenio (que vão conferir a pele resistência e consistência, e vão ajudar na cicatrização), as fibras de elastina (que vão conferir elasticidade a pele) e as fibras reticulares (que se agrupam em rede, envolvendo os vasos e as glândulas). Na derme existem ainda vasos sanguíneos (que vão proporcionar nutrientes e calor a pele), vasos linfáticos e terminações nervosas (receptores tácteis e da dor).

Epiderme

Constituída por vários sub-camadas (do exterior para o interior): camada córnea, estracto lúcido, granuloso , Malpighiano e camada Basal germinativa.
Na camada basal germinativa as células são indiferenciadas, e é onde se vão formar as células novas. A medida que vão progredindo para a superfície vão-se diferenciando.
Assim temos, os melanocitos que são os responsáveis pela produção de melancia ( pigmento que vai conferir a tonalidade a pele); os queratinocitos que vão produzir a queratina que é uma proteína responsável por conferir resistência a pele. Na camada córnea, as células já estão mortas, sendo constantemente removidas por descamação. A migração celular da camada germinativa até a camada córnea e sensivelmente de um mês, ou seja, a nossa pele e renovada, sensivelmente, de mês a mês.

GENERALIDADES SOBRE A PELE

A pele e o órgão que reveste e molda o nosso corpo, assegura as trocas entre o Meio exterior e o nosso organismo, protege e confere uma individualidade como grupo Etílico ou como pessoa.

A pele é um dos nossos maiores órgãos, quer quanto o seu peso quer em relação à sua área superficial. Um adulto possui, média, cerca de 12 kg de pele.

Este órgão com tão importantes funções é constituído por dois tipos de camadas, de características bem distintas: a epiderme e a derme.

Embora alguns autores considerem que não faz parte da estrutura da pele, intimamente ligada a esta, encontra-se, subjacente à derme, uma terceira camada constituída por tecido adiposo, denominada de hipoderme.

FORMULAÇÃO DE UM COSMÉTICO

Quando pretendemos verificar a formulação de determinado cosmético, tem de se ter em atenção determinados factores, tais como a composição e a quantidade de todas as substâncias que o constitui.

Na altura da escolha das substâncias que queremos incluir aquando da formulação de um cosmético, temos de ter em atenção o efeito que vamos pretender que ele possua. Assim, se desejamos fabricar um cosmético que possua uma acção esfoliante, iremos escolher as substâncias químicas que pelas suas propriedades mais se adaptam a esta característica.
Estas substâncias seleccionadas para conseguir um cosmético que atinja um determinado fim constituem os princípios activos da fórmula, ou seja são os ingredientes principais do cosmético.
Além dos princípios activos também temos de incluir aquelas substâncias que irão dar corpo e volume, ao cosmético e que irão servir para incorporar ou dissolver as substâncias referidas anteriormente. Este grupo de substâncias constituem os excipientes.

Para melhorar a estabilidade do produto final e para melhorar o aspecto final em termos de marketing, poderemos incluir, igualmente, uma longa lista de substâncias, cada uma com uma função específica, que se irão designar por adjuvantes.

EMBALAGENS DE COSMÉTICOS

A forma de apresentação / embalagem escolhida para os Cosméticos segue vários critérios que vão desde a forma de conservar o produto durante o uso, comodidade e eficácia de aplicação, etc. Deve-se evitar nestas embalagens o contacto prolongado dos Cosméticos com o ar a fim de evitar o desenvolvimento de bactérias e fungos.
Frascos e boiões com ou sem doseadores - produtos líquidos, cremes ou sólidos ( pôs, sais, etc.)
Frases e boiões com aplicadores (espátulas, pincéis, escovas, esferas, esponjas, etc.) muito usados em cremes e produtos maquilhantes;
Bisnagas
Ampolas plásticas ou em vidro
Spray
Roll-on
Sticks e batons - massa normalmente solidificada de forma cilíndrica que liberta o produto por fricção na pele
Sabonetes
Lápis
Coupelles- pequenas tinas normalmente metálicas com pós soltos ou compactados de maquilhagem. Essas tinas integram-se depois numa embalagem plástica mais sofisticada, com ou sem aplicadores ( pincéis ou esponjas, espelhos, redes)
Patches- bandas adesivas, vários tamanhos, embebidos no produto;
Sachets- pequenos invólucros ou saquetas em papel metalizado e/ ou plastificado com líquidos ou tecidos embebidos. Muito usados em champôs, cremes amaciadores de cabelo e outros Cosméticos em monodoses ou doses de amostras.
Pérolas- pequenas esferas cheias de um líquido, com 1a 2 cm de diâmetro aproximadamente e com a parede  constituída por um polímero hidrossolúvel, que ao dissolver-se na água, liberta o seu conteúdo. Ex: pérolas de banho para banho de imersão.

FUNÇÃO DE UM COSMÉTICO

O cosmético tem como finalidade tratar a pele de forma a prevenir a sua  detorioração e restabelece o seu equilíbrio fisiológico, quando este esta perturbado. O mesmo se passa com o cabelo e outros anexos.
O cosmético deve limpar, corrigir, proteger e embelezar a pele e seus anexos e evitar o seu deterioramento com o envelhecimento.

A Cosmetologia tem função :
- conservadora ( limpar e proteger);
- estética (decorativa ou de embelezamento);
- correctiva.
A função de limpeza consiste na eliminação de impurezas de origem externa e também dos produtos de degradação e descamação. Deve ser efectuada respeitando o equilíbrio fisiológico, sem desengordurar em excesso, sem promover a alcalinização e sem desnaturar as proteínas cutâneas. Para o efeito são utilizados sabões de qualidade, detergentes sintéticos pouco agressivos, cremes, leites e loções de limpeza.

A função de protecção tem como objectivo proteger a pele dos agentes atmosféricos, como o vento, o sol ou o frio, que alteram o estado funcional da epiderme. As radiações solares originam a vasodilatação dos capilares superficiais que originam a rosácea (couperose), o espessamento da camada córnea e a desidratação cutânea. O vento e o baixo teor de humidade da atmosfera favorecem a evaporação rápida da água ao nível da camada córnea, levando à desidratação superficial. A pele deve ser protegida pela presença de uma película didrolipídica (denominado por manto hidrolipídico ou filme epidérmico) eficaz de forma a reter a humidade da pele.

Os Cosméticos decorativos ou de embelezamento foram criados com a finalidade de realçar a beleza ou corrigir as deformidades e incorrecções estéticas.

Por último corrigir o estado da pele significa utilizar substâncias que permitam restabelecer, o equilíbrio alterado, reparando as condições naturais. Normalmente, é conseguido com a utilização de cremes tipo óleo-em-água ou água-em-óleo.