quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

TRATAMENTO SEBORREIA

A prevenção e o tratamento da seborreia são mais difíceis de conseguir do que o tratamento da casa. De um modo geral, a seborreia esta intimamente associada a caspa é em regra caracteriza-se por uma anomalia crónica que origina sempre a alopécia ( queda de cabelo total ou parcial ).

SEBORREIA

A seborreia é uma outra anomalia funcional dos cabelos, que resulta fundamentalmente do aumento do teor de lipideos existentes na superfície cutânea.

TRATAMENTO DA CASPA

Os princípios activos mais frequentemente utilizados no tratamento da caspa tem acção anti fúngica e bactericida. Por vezes também se formulam preparações contendo compostos com actividade queratolítica e antipruriginosa, com o objectivo de promoverem a remoção das células da camada córnea da epiderme que apresentam tendência para se destacarem sob a forma de películas finas.

Como exemplos:
  • Alcatrão mineral e seus derivados - É um composto que possui actividade queratoplástica e antipruriginosa.
  • Enxofre - É um composto com acção antisséptica; e muitas vezes desaconselhado do ponto de vista técnico porque as suas preparações podem alterar-se com relativa facilidade.
  • Ácido salicilico - É um composto utilizado pelas suas qualidades queratolítica.
  • Sulforeto de selenio - É um composto bactericida e antifúngico e com características queratoliticas suaves.
  • Piritionato de zinco - Tem uma acção bactericida e fungicida. Tem, também, uma acção antisseborreica. Intervém em numerosas formulações de champos em concentrações que variam entre 1 e 2 %.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

ANOMALIAS FUNCIONAIS DO CABELO

Caspa

A pitriase simplex ou capitis, vulgarmente conhecida por caspa seca do couro cabeludo, é uma dermatoses caracterizada por descamação difusa frequentemente pruriginoso. Segundo alguns investigadores, a caspa pode resultar de disturbios funcionais do couro cabeludo associados a desiquilibrios generalizados do organismo. De acordo com outra corrente de opinião, a caspa tem origem na actividade de microorganismos específicos.

Com relativa frequência as escamas aderem fortemente ao couro cabeludo e ficam envolvidas por um exsudado oleosos. Neste caso, quando a descamação se manifesta, processa-se mediante crostas espessas, sendo este tipo de anomalia designada por pitriase esteatoide ou serosa (caspa gorda).

CAUSAS QUE PERTUBAM A BELEZA DO CABELO

- secar, escovar;
- lavagens frequentes;
- álcool;
- radiações U.V, cloro;
- colorações, desfrisagens, permanentes.

CLASSFICAÇÃO DOS CABELOS

Do ponto estético, os cabelos são habitualmente classificados em três tipos:

- Cabelos normais - apresentam aspecto brilhantes e coloração homogénea. São suaves ao tacto e quando examinados a lupa nao devem apresentar falhas de continuidade na cuticula. Os cuidados cosmetologicos a ter com este tipo de cabelos respeitar o equilíbrio fisiológico. Por este motivo, os champos utilizados nas lavagens tem que ser pouco tensioactivos e devem ser removidos com água abundante e não demasiado quente.

- Cabelos secos - Apresentam-se sem brilho e desidratados. São ásperos ao tacto e tem pH ligeiramente mais ácido do que o dos cabelos normais. Possuem fraca elasticidade, e quebram muito facilmente. Devem ser lavados com champos suaves, não devendo ser secos a temperaturas muito elevadas. Os champos que se utilizam neste tipo de cabelos contem em regra princípios activos hidratantes e lubrificantes.

- Cabelos oleosos - São untuosos ao tacto devido a excessiva actividade excretara das glândulas sebáceas. Estes cabelos tem pH ligeiramente mais elevado do que o dos cabelos normais e são susceptíveis de serem afectados por infecções de origem bacteriana. Do ponto de vista cosmetológicos, devem ser frequentemente lavados champos que não sejam demasiado desengordurantes e a secagem deve ser efectuada a temperaturas moderadas. Após a lavagem deve ser tratadas com loções adstringentes e anti-sépticas.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO CABELO

Entre as características físico-químicas do cabelo devemos destacar:

Solidez - é expressa pela resistência a ruptura ( o cabelo é sensível a produtos alcalinos como é o caso do amoníaco utilizado permanentementes, e a produtos oxidantes como é o caso do peróxido de hidrogénio utilizado nas desfrisagens).

Elasticidade - o cabelo pode ser submetido a forças de tracção moderadas sem ficar impossibilitado de retomar as dimensões iniciais, logo que as forças cessem.

Plasticidade - características que lhe permite submeter-se a deformações mais ou menos prolongadas, por exemplo como acontece nas ondulações e permanentes.

Fricção - desta característica depende a maior ou menor facilidade de obtenção do penteado, em virtude da disposição e orientação das células queratinizadas da cutícula o que facilita o deslizamento dos cabelos uns sobre os outros.

Carga eléctrica - em ambiente seco o cabelo adquire electricidade estática. Por esse motivo, determinados tensioactivos utilizados nos champos são muitas vezes utilizados e preferidos, pois possuem propriedades anti-estáticas.

Adsorvência - devido a porosidade de cabelo, estes retém a sua superfície água, sebo poeiras, corantes e princípios activos incorporados nos champos. Em presença de determinados cheiros ( cozinhados ou ambiente com fumo), estes são absorvidos a sua superfície, ficando com um odor desagradável.

domingo, 16 de dezembro de 2012

PRODUTOS DE HIGIENE CAPILAR

O cabelo - Tipos e Problemas

O cabelo e uma formação epitelial córnea. Cortes histológicos do couro cabeludo mostram uma menor espessura da epiderme, ao contrário da derme, que se apresentam mais espessa. Verifica-se a existência de numerosos foliculos pilosos donde apresenta mais espessa. Verifica-se a existência de numerosos foliculos pilosos donde emergem cabelos com um diâmetro superior aos dos pelos normais existentes na pele e ainda numerosas glândulas sebáceas e sudoríparas.

A partir de um exame microscópio do exterior para o interior pode-se evidenciar a cutícula, o córtex e o canal medular como os componentes estruturais mais importantes.

O seu crescimento é regular, cerca de 1/3 nm por dia, ou seja 1 cm por mês; 10 a 15 cm por ano. O cabelo cresce através de um processo que passa por duas fases uma de actividade e outra de repouso ( anagénese, cartagénese, e telogénese ). Entre a morte e a queda definitiva do cabelo podem decorrer três meses.

O crescimento e queda do cabelo varia consoante a estação do ano.

Curiosamente nas mulheres o cabelo cresce mais depressa que nos homens; sendo o contrário para os pelos

A cabeleira normal é constituída por cerca de 100 000 a 150 000 cabelos desenvolvendo uma superfície de 6 m². Compreende-se assim, a dificuldade que apresenta a remoção de sujidade e gordura é os requisitos que deve apresentar um produto destinado para esse fim. Além de que ainda se exigia que após a lavagem o cabelo apresente beleza, brilho, suavidade, e facilidade no pentear.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

CUIDADOS A TER NOS SOLÁRIUMS

- A profissional deverá seguir obrigatoriamente estes passos:
- Identificar o seu fototipo, para estabelecer um plano de bronzeamento ( tempo de exposição, frequência das sessões ): verificar a cor dos olhos, do cabelo e da pele;
- Recolher informações acerca da tendência para se bronzear, ficar vermelha ou apanhar escaldões com facilidade;
- Saber se sofre de alergias ao sol; se tem sinais escuros no corpo, ou se quando anda ao sol fica com sardas.
- Verificar se a cliente possui alguma doença, na qual é totalmente desaconselhável a exposição às radiações ultravioletas ( por ex: lúpus eritematoso e porfiria );
- Saber se está a tomar medicamentos que podem ser Fotossensibilizantes, entre os quais antibióticos, anti-inflamatórios, anti-depressivos, etc.;
- Se tem antecedentes familiares de casos de malanoma.

A cliente deverá:
- Eliminar todos os vestígios de maquilhagem, perfumes ou outros Cosméticos, antes de entrar para o solário.
- Proteger os olhos com uns óculos apropriados ( não serve óculos de sol)
- Utilizar um protector solar nos lábios ( e só aqui ) com um factor de protecção, no mínimo de 50.
- Limpar e desinfectar o vidro do solário, antes de te deitar
- Verificar se as lâmpadas se encontram a, pelo menos, 30 cm da pele ( quanto mais longe melhor )
- Não deve ir ao solário dias seguidos: a exposição deve ser intermitente e gradual
- Se estiver a tomar medicamentos, consultar o médico de família antes de ir ao solário.

SOLARIUMS

A pele bronzeada ainda é, erradamente, considerada, por muitos, como sinónimo de saúde e bem estar. Por isso, quando o sol brilha e o calor aperta, as praias enchem-se. Nos períodos em que as nuvens ensombram o território nacional, a temperatura convida a um maior resguardo e o orçamento não estica até a praias das Caraíbas, há quem veja os solários como solução para manter o tom bronzeado da pele.
Devido a alguns inconvenientes dos auto-bronzeadores hoje em dia os solariums são muito procurados. O efeito pretendido de um bronzeamento é visível em pouco tempo, sem manchas ou marcas.

 A radiação que se utiliza nos solariums é essencialmente UVA que além de causar envelhecimento precoce, pode estar na origem de carcinomas e algum tipo de lesões graves a longo prazo.

Mesmo utilizando protectores nos solariums não existem cremes que contenham grandes quantidades de filtro UVA, por isso a que ter em atenção as visitas aos solariums.

- As consequências nefastas das radiações artificiais são as mesmas do sol, mas o risco de ocorrerem é maior e os malefícios revelam-se mais rapidamente.
- As nossas defesas resultantes de uma exposição gradual ao sol, não são activadas, por isso é totalmente verdade que o salário prepare a pele para a praia.
- Ao contrário do que acontece com o sol, a radiação artificial não provoca vermelhidão da pele, mesmo quando há uma explosão excessiva ( é mascarada pelo bronzeado ). Assim, sem o eritema, não há sinal de alerta para interromper a exposição. Apesar de invisíveis, as queimaduras não são raras nos solários.
- Ao fazer 15 a 30 m de salário, a pele recebe uma quantidade de radiação nociva semelhante à que receberia se passasse um dia na praia. A intensidade da radiação nos solários é maior que a luz natural, podendo acelerar o envelhecimento e o desenvolvimento de lesões cutâneas, incluindo o câncro.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

PRINCÍPIOS ACTIVOS NOS AUTO-BRONZEADORES

Como princípios activos incorporados nestes produtos teremos:

- Dihidroxiacetona - produz compostos aparentados com a melanina, se bem que a coloração seja um pouco diferente. Este são obtidos pela reacção com os radicais livres de compostos aminados, nomeadamente a Argentina originando aminoaldeidos que ao condensarem ou polimerizarem subsequentemente originam um pigmento escuro -a melanoidina
- Psoralenos- metoxaleno, trixialeno - estes produtos em doses restritas são gentes de tratamento tópico da psoriase.
- Eritrulose

Nota: o tom obtido varia de indivíduo para indivíduo, e normalmente 10 a 15% da pele não bronzeia.

AUTO-BRONZEADORES

São produtos que incorporam princípios activos com capacidade de produzirem o escurecimento da pele sem intervenção dos raios UVA.

A uma função não lhes permite serem produtos com eficácia na protecção contra as agressões solares.

Fixa-se na camada superficial da pele, oxida-se e garante uma coloração artificial. Não estão a bronzear, mas a tingir.
A pigmentação produzida por intermédio destes produtos desenvolve-se 5 a 6 horas apos a 1aplicação e desaparece passado 4 a 5 dias. A frequência de aplicação deve ser de duas a três vezes por semana para manter o bronzeamento e deve ter-se especial cuidado na aplicação na pele em camadas finas e bem uniformes para que nao de origem a manchas na pele. Recomenda-se experimentar o produto numa pequena parte da pele para ver se a cor fica bem, e se não há risco de irritação ou alergia, e só depois aplicar no resto do corpo.

São produtos que não são irritáveis, são laváveis e de fácil manuseamento, e resistentes a luz.

BRONZEAMENTO SEM SOL

Existem 5 possibilidades de obtermos um bronzeamento para a pele:

- Sol
- Cosméticos auto-bronzeadores
- Solariums
- Maquilhagem
- Preparados orais

CAPACIDADES DE PROTECÇÃO DOS COSMETICOS SOLARES

Em termo de capacidade de protecção, os Cosméticos solares podem ser classificados em 5 classes:

- Mínima: I.P.S. Entre 2 e 4. Oferecem fraca protecção, mas permitem o bronzeamento.
- Moderada: I.P.S. Entre 4 e 6. Oferecem protecção moderada.
- Extra: I.P.S. Entre 6 e 8. Oferecem boa protecção permitindo ligeiro bronzeamento.
- Máxima: I.P.S. Entre 8 e 15. Garantem máxima protecção e facultam um ligeiro ou nulo bronzeamento.
- Ultra: I.P.S. Maior que 15. Impedem a formação de Eritemas e de bronzeamento. São preparações que incorporam filtros de écran total.

FACTOR OU ÍNDICE DE PROTECÇÃO SOLAR (FPS)

A determinação do factor de protecção solar (F.P.S.) de um cosmético procura relacionar a quantidade de energia mínima de luz necessária para produzir meristema cutâneo numa pele protegida pelo cosmético com a quantidade de energia mínima de luz solar necessária para produzir idêntico eritema quando a pele não esta protegida.

Um dos processos mais utilizados para a determinação dos tempos necessários para se produzir eritemas cutâneos idênticos com e sem protecção.

Fórmula:                                    IPS=T1/T2
Em que

T1= tempo para o aparecimento do eritema quando protegido
T2= tempo para o aparecimento do eritema quando não protegido

Para haver eficácia de protecção solar é necessário que o valor desta relação seja superior a unidade, sendo essa eficácia tanto maior quanto maior for o I.P.S.

Assim, se o I.P.S. de um cosmético por exemplo igual a 3, um indivíduo que sofresse um eritema cutâneo solar após uma exposição de 15 minutos, apresentaria um eritema idêntico ao fim de 45 minutos caso tivesse aplicado previamente o referido cosmético.

Os métodos experimentais para a determinação do factor de protecção solar conduzem a resultados nem sempre concordantes, pois as condições são muito diversificados. Seria por isso mais lógico que os Cosmeticos solares fossem anunciados em termos de capacidade de protecção do que de terem a indicação do valor de índice de protecção solar.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

ADJUVANTES

Em termos adjuvantes estes agrupam-se em várias classes consoante a sua função na preparação. Tal como em produtos Cosméticos já referidos, iremos principalmente encontrar as seguintes classes.

Antioxidantes ou conservantes.

Habitualmente associados a esta classe encontramos os seguintes compostos: a-tocoferol, galhatos de metilo e propilo, nas preparações oleosas ou o nipagin, nopazol ou compostos semelhantes em preparações emulsionadas O/A ou com elevada constituição em água.

Humectantes.

No caso de emulsões é corrente uma classe de substâncias com características humectantes, tais como a glicerina, o propilenoglicol ou o sorbitol.

Espessantes.

Como espessantes de preparações oleosas de elevada consistência, contendo altas percentagens de ceras, aparecem-nos o miristato de isopropilo, o oleato de oleato e a parafina líquida. Como espessantes de çremes e de emulsões O/A e preparações aquosas fluidas, teremos a metilcelulose, a pectina e o carbopol.

Agentes Emulsivos

Como agentes emulsivos bastante utilizados aparecem os SPAN's e os TWEEN's e compostos com acção solubilizante como o cremoplan e mygliol.

Aromatizantes

Por fim uma ultima classe, os aromatizantes (perfumes). Estes constituem um elemento importante de "marketing", mas devem ser evitados se possível, já que são os grandes responsáveis de alergias por fotossensibilizacao. Caso sejam usados, não devem exceder 0,2% da preparacão, devendo ser estáveis ao calor.
Como exemplo de essências que n-ao devem ser utilizadas, temos a de bergamona, a de alfazema, cedro e de limão.

VEÍCULOS OLEOSOS

Assim será de todo interessante o uso de veículos oleosos pela capacidade que estes tem para formar uma película de revestimento cutâneo homogénea, aliadas a propriedades emolientes que conferem ao produto, protegendo a pele dos efeitos desidratantes do Sol e do vento. Um contraposto a este uso e a atenção a viscosidade do produto final, que deve nao ser demasiado elevado para que este tenha aceitação por parte dos consumidores. Assim devemos ter em atenção que o produto não deve ter uma consistência demasiado fluida já que há critérios psicológicos concorrentes para a aceitação do produto; um produto viscoso transmite uma maior sensação de eficácia de protecção porque deposita na superfície cutânea uma película de revestimento mais sensível

DEFINIÇÃO DE EMULSÃO

Uma emulsão é uma forma galenica em que existem duas fases distintas, uma fase aquosa, representada pela letra A e uma fase oleosa, representada pela letra O. Para haver misturas das duas fases inicialmente imiscíveis existe uma interface, constituído por agentes emulsivos.
Em termos de constituição química das fases da emulsão, iremos ter varios tipos de emulsão, um tipo A/O e O/A.
Mais tarde irei explicar em pormenor.

OUTROS COMPONENTES DOS COSMÉTICOS SOLARES

Excipientes ou Matérias-Primas e Adjuvantes

Nos Cosmeticos solares além do principio activo incorporado, o filtro solar, já referido, entram na sua fórmula, também, substâncias com a função de excipiente, que dão corpo a preparação e substâncias adjuvantes. Estes últimos são substâncias que confere características específicas, mantendo a qualidade do produto inalterado ao longo o tempo, como por exemplo, substâncias humectantes e antioxidantes.

Os excipientes ou matérias-primas e certo tipo de adjuvantes afectam a transmissão da luz através da camada córnea. Esta pode ser incrementada, ou pelo contrário, diminuída, dependendo da substância em questão. Assim, por exemplo, quando o veìculo possui capacidade de hidratar a córnea, ou quando incorpora adjuvantes humectantes, actua sobre a transmissão de luz, incrementando-a, pelo contrário se incorpora substâncias tais como os filtros vegetais, ou pigmentos em suspensão, estes absorvem a radiação ou reflectem-na e assim a penetração da luz é dificultada.

Outro aspecto a considerar na formulação do cosmético, nas substâncias a introduzirem-se como excipiente, é a maior ou menor facilidade de remoção do produto pela água. Assim emulsões O/A serão mais facilmente removidas que as de A/O.

FILTROS DE ORIGEM VEGETAL

Para além dos compostos anteriores sintetizados industrialmente, há também substâncias de origem vegetal que tem propriedades de absorverem a luz solar. A desvantagem do seu uso é o facto de absorverem em gamas estreitas do espéctro, pelo que são usados como parte do excipiente da formulação, aumentado o índice global de protecção solar. Como exemplos, citamos o óleo de sésamo, o extracto de coco e o extracto de aloé.

TABELA

Características de alguns filtros selectivos

Características                UVA                         UVA                                     UVA

Nome usual               Benzofenona-1          Benzofenona-2                      Antranilato de mentido

Nome                        2,4-                             2,2,4,4-                                  Mentido-0-aminobenzolato
                                  Dihidroxibenzino      Tetrahidroxibenzofenona      Cicloxanol-5-metido-2-
                                  Fenona.                      Bis (2,4-hidroxifenol)          (1metiletil)-2-
                                  Benzorescinol            Metanona                             Aminobenzolato

Comprimento            291/328                      287/349                                 336
De máxima
Absorção
[]max(nm)

Características          Boa                              Boa                                         Boa
                                 Estabilidade                 Estabilidade                            Estabilidade


Concentração           1,3%                                                                            3,5-5%
Máxima

Fornecedores           3V-Sigma:                                                                    Alto
                                 Uvabsorv 20H/6

                                 BASF:                           BASF:                                    BASF:
                                 UVINUL 400                UVINUL D-50                      Harmonia &
                                 Neville.                                                                        Reim:

                                 Rhone-                                                                          Neoheliopan MA
                                 Poulenc: Syntarc
                                 100

                                 Riedel-de-Haen                                                           Trivent:
                                                                                                                       TRIVENT MA

FILTROS UVB

Derivados do acido p-aminobenzoico ( PABA)

Amildimetil PABA (1-5%)
Octildimetil PABA (1,4-8%)
Etildihidroxipropil PABA (1-5%)
Gliceril PABA (2-3%)

Derivados do ácido cinamico (Cinamatos)

2-etoxietil p-metoxicinamato (1-3%)
Dietanolamina p-metoxicinamato (8-10%)
Etilhexil p-metoxicinamato (2-7,5%)

Derivados salicílicos

2-estilhexil salicilato ( 3-5%)
Homometil salicilato (4-15%)
Trietanolamina(5-12%)

Benzimidazois

5-sulfonico-2-fenilbenzimidazol (1-4%)

Trioleato de digaloilo (2-5%)

2-etilhexil-2-ciano-3,3-difeilacrilato (octocrileno) (7-0%)

FILTROS UVA

Derivados da Benzofenona (2-6%)

Benzofenona-1
Benzofenona-2
Benzofenona-3(Oxibenzona)
Benzofenona-4(Sulibenzona)
Benzofenona-8(Dioxibenona)
   
             Antranilato de metálico (3,5-5%)

EXIGÊNCIA NOS FILTROS SELECTIVOS

Inicialmente os Cosméticos solares eram muito gordurosos. A exigência de uma maior "qualidade" pelos consumidores levou ao aparecimento de preparações com base em emulsões, denominados leites solares, que tem poder de penetração. No entanto a porção que enterra na pele não tem qualquer acção sendo metalizada por estas. Isto, aliás, e uma exigência deste produtos - o filtro solar não deve ser absorvível pela pele. Deve referir que os produtos solares a base de emulsões tem uma certa perda de eficácia protectora do filtro.

É a estrutura molecular que vai ditar a gama de radiações absorvida. A radiação é absorvida em termos de energia cedida a estrutura electrónica do composto, por aumento de excitação electrónica.

Existem variados compostos utilizados como filtro selectivos. A eficácia dos filtros depende da quantidade de energia radiante capazes de absorver por quantidade de substância, ou seja da sua absorvidade molar.

Se esta é baixa, pode elevar-se o valor de radiação absorvida, pelo aumento da sua concentração; há no entanto, que respeitar valores máximos de concentração impostas pelas legislações, estas concentrações são, regra geral, baixas. Uma outra hipótese é a associação de vários filtros ou o aumento da espessura da película de produto a recobrir a pele. Refere-se que o valor da absorvidade vai também variar com os restantes compostos existentes e com o pH do produto.

FILTROS SOLARES

Estes fitros absorvem apenas algumas radiações, normalmente na gama dos U.V.B., eritematogénicas. Quanto maior a gama de comprimentos de onda que absorvem, maior é o índice de protecção ( eficácia de protecção ) correspondente.

Os filtros devem obedecer aos seguintes requisitos:
- Facilitar a passagem das radiações UV de comprimento de onda entre 310-375 nm, de modo a permitir o máximo bronzeamento;
- Ter máxima capacidade de absorção das radiações UV entre 296,7 e 320 nm para impedir a formação de Eritemas cutâneos por estas radiações eritematologicas;
- Serem estáveis dum ponto de vista químico face as radiações solares e as mudanças bruscas de temperatura, para que não percam a eficácia nem originem compostos tóxicos ou alergisantes;
- Serem dificilmente removidos da pele pela transpiração e nao serem voláteis;
- Serem bem tolerados pela pele, serem isentos de odor e serem compatíveis com os restantes componentes que integram o produto;

FILTROS DE ÉCRAN TOTAL

O principio deste filtros éo impedimento da passagem de toda e qualquer radiação por reflexão da mesma.

Estes filtros são de origem mineral e, eventualmente de origem vegetal, sendo incorporados nas preparações sob a forma de pó em suspensão. Os filtros de écran total usualmente utilizados são, por ordem crescente de opacidade:

Talco
Amido de milho
Estearato de Magnésio
Carbonato de cálcio precipitado
Estearato de Zinco
Caulino
Oxido de Zinco
Dióxido de titânio

Os filtros deste tipo mais correntemente utilizados são os dois últimos da lista anterior, óxido de zinco e dióxido de titânio. Estes filtros são especialmente destinados aos tipos de pele com menor defesas contra o Sol.

COMPONENTES DOS COSMÉTICOS ANTI-SOLARES

Constituintes

Pelo facto dos mecanismos de defesa do organismo perante os raios solares apresentam limitações mais ou menos extensas, consoante o tipo de pele, o uso de Cosméticos solares que reforcem a protecção da mesma é plenamente justificado.

As preparações utilizadas para este fim constitui-se por compostos que intervém na generalidade dos Cosméticos aplicados na pele, loções, emulsões, cremes, geles, etc. Neste conjunto é posto o princípio activo para a protecção das radiações actínias UVB, impedindo toda a passagem da luz para a pele ou apenas em parte. Estes princípios activos designados por filtros solares ou fotoprotectores.
O fim dum protector solar não é o de aumentar o número de horas de exposição solar, mas sim o de permitir uma exposição solar razoável com um mínimo risco para a pele.

Há dois tipos fundamentais de filtros solares:
- Filtros de fotoprotecção total ou écrans totais;
- Filtros de fotoprotecção parcial ou filtros selectivos;