domingo, 27 de outubro de 2013

=> Ésteres de ácidos gordos e de álcoois

Assumem particular interesse os:

- Ésteres dos sorbitanos e sorbidos com Ácidos gordos, agentes emulsivos A/O:
- Spans

Utilizam-se em pequenas quantidades para tornarem hidrófilos certos excipientes:

Podem formar bases de absorção com elevado poder de fixação de água, as quais são utilizadas como cremes em que a fase aquosa dispersa na fase oleosa ( A/O );

=> Acidos Gordos e derivados

São produtos refinados das gorduras

Exemplos:
- ácido laurilico
- ácido palmitico
- ácido oleico:

=> Álcoois gordos e seus derivados

- Bom poder de penetração
- Não são tóxicos, nem irritantes

Exemplos:
- álcool laurílico
- álcool palmítico
- álcool oleico 

=> Suarda, Lanolina ou Gordura da Lã

Como já foi noutro capítulo, esta substância é misturada de:
- Ésteres 
- Álcoois 
- Ácidos gordos 
- Hidrocarbonetos 

Esta substância é menos sujeita ao rançamento do que a banha com o sebo, confere- lhe boa penetração na pele e poder emoliente.

Inconvenientes 
- A cor amarelo - acastanhada
- Odor desagradável 
- Pode dar alergias
- Alta viscosidade - manuseia- se com dificuldade 

Para se transpor estes inconvenientes usa-se cada vez mais derivados da lanolina- lanolina modificada ou produtos do seu fracionamento;

2- Excipientes Aquo/oleosos

Estas substâncias tem uma notável capacidade de absorção de água ou de soluções aquosas, originando emulsões A/O.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Silicones

Este conjunto de compostos são derivados orgânicos do silício, elemento estruturalmente semelhante ao carbono;
Os silicones mais utilizados em Cosmetologia apresentam-se a forma de óleos - óleos de silicone.
- são dotados duma enorme inércia química, isto e, são, pouco reactivos ( principalmente a oxidação);
- são pouco rígidos;
- a temperatura afecta pouco a sua rigidez;
- são praticamente inócuos ( destituídos de toxidade);
- não rançam.

Espermacete ou branco de baleia

Obtém-se da extracção dum óleo das cartilagens do crâneo de cachalotes.
Dificilmente rançam
Tem algum poder de retenção de agua
Usa-se para aumentar a consistência dos cremes e para lhes dar um aspecto nacarado.
Favorece a obsorção de outras substancias gordas ou solúveis no óleo, dai empregar-se em todos os tratamentos de pele.

Cera de carnaúba

E uma cera extraída das folhas duma palmeira existente no Brasil - " Copernícia Cerífero ". É a cera natural dotada de maior dureza e é utilizada em batons e desodorizantes em "stiks".

Manteiga de cacau

É usada na preparação de batons e de cremes específicos.
O aroma próprio que tem impede a generalização do seu uso.

Ceras

Estes compostos são esteres de ácidos gordos e de álcoois  diferentes do Glicerol.
Apresentam uma massa elevada molecular e por vezes são compostos insaturados com uma ou mais ligações duplas.
São dotados de elevada consistência.
Dada essas propriedades a sua função é, normalmente é a de elevar a consistência do excipiente;

Como ceras correntemente usadas refira-se as seguintes

Manteiga de cacau
Cera de carnaúba
Espermacete ou branco de baleia 

Oleos sintéticos

Apresenta grande estabilidade e conservação. Tem bom poder de dispersão e de penetração epidérmica.

Um exemplo e o Miglyol. A constituição deste óleo e a seguinte:
- uma mistura de triglicéridos de ácidos gordos saturados de cadeia media e triglicéridos de ácidos gordos de origem vegetal;

Apresenta-se como óleo incolor com fraca viscosidade;

Características:
- Não é oxidável pela inexistência de ácidos gordos insaturados
- Não rança
- Nele frequentemente se incorporam vitaminas lipossolúveis;

Vantagens deste óleos

A existência de ligações duplas proporcionava reacções de oxidação ou seja rançaram com facilidade, alterando a sua consistência e dando origem a odores desagradáveis. A eliminação das ligações duplas impedem o óleo de rançar.

Como por exemplo o óleo hidrogenado teremos o periidroesqualeno

Periidroesqualeno
Esqualeno + nH2-------> periidroesqualeno

O esqualeno é uma substância extraída de óleo de fígado de tubarão é um constituinte do sebo cutâneo.

O periidroesqualeno é um hidocarboneto saturado.

Este produto apresenta um aspecto de um líquido, descorado, isento de odor e isento de sabor.

Não é tóxico, alergenico ou sensibilizante, e miscível com óleos minerais e vegetais e solventes orgânicos e considera-se acelerante da penetração cutânea.

Designação comerciais: COSBIOL, KATEOL, ROBANE, etc.

São recomendados na substituição de óleos vegetais e minerais e são um dos principais excipientes para cremes de aplicação no rosto.

Oleos vegetais hidrogenados

Podemos considera-los como produtos semi-sintéticos.

Estes oleos são hidrogenados ou seja, faz-se a incorporação de hidrogénio na molécula, simultaneamente a perda de uma ligação dupla.

Consegue-se obter oleos saturados a partir de homólogos insaturados.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

GORDURAS E OLEOS SEMI-SINTÉTICOS

As matérias primas anteriormente descritas ( óleos e gorduras ) são basicamente instituídos por triglicéridos, isto e, produto da reação do Glicerol com três ácidos gordos iguais ou diferentes, dos quais os mais comuns são o palmítico, oleico e o esteárico.

Os ácidos gordos saturados ( isto e, não contendo ligações múltiplas ) tem pontos de fusão mais altos, sendo por isso sólidos. Os produtos animais são quem fornecem este tipo de ácidos gordos.

Os ácidos gordos insaturados ( com uma ou mais ligações duplas ou triplas ) são mais fluidos do que os anteriores constituindo a parte liquida do corpo gordo;
Estes produtos são compostos que tem normalmente uma boa penetração na pele, favorecendo a absorção das substancias que lhe são incorporadas;

No entanto os produtos naturais são de pior conservação do que produtos congéneres, sintéticos. Dai a atual utilização generalizada de produtos sintéticos, isto e, obtidos por reação química, ao contrario da obtenção por extração de produtos naturais.

SEBO

E matéria prima no fabrico de sabões.
Usa-se para a obtenção do álcool e acido esteáricos.

BANHA

Apresenta-se sob a forma duma massa branca untuosa;
A exposição prolongada deteriora-a, ganhado ranço e tornando-se amarelada e com odor desagradável. A sua alteração aumenta a sua acidez.
Devido a estes inconvenientes e pouco usada em cosmética.

OLEO DE PURCELLIN

E um Óleo segregado pelas glândulas uropígias5 do pato, apresenta uma hidrofobia acentuada o que a faz ter grande afinidade para a pele e para o cabelo; e absorvida rapidamente pela pele.

Tem como função restabelecer o manto hidrolipídico ou filme epidérmico e para contrariar a hiperdesidratação;

E usado em:
- Leites;
- Produtos de massagem;
- Batons;
- Produtos capilares;

OLEOS E GORDURAS ANIMAIS

Há vários óleos animais utilizados em produtos Cosméticos. Estes são líquidos oleosos extraídos de tecidos e órgãos de diversos ( exemplo óleo de fígado de bacalhau ).
Entre muitos refiram-se os seguintes:

Óleo de vison;
Óleo de Purcelin;
Banha;
Sebo;

OLEOS VEGETAIS

Há inúmeros óleos vegetais utilizados em produtos Cosméticos. Estes são líquidos oleosos extraídos de variadas plantas, dos caules, raízes, folhas, sementes ou frutos.
Entre muitos refiram-se os seguintes:
- Óleo de amêndoas doces;
- Óleo de amendoim;
- Óleo de abacate;
- Óleo de coco;
- Óleo de rícino;
- Óleo de gérmen de milho;
- Azeite;
Estes óleos são utilizados para varias funções:

Principalmente para baixarem o ponto de fusão de outros excipientes ( como por exemplo ceras );
Secundariamente como aditivos a excipiente constituídos por hidrocarbonetos ( por ex. vaselina), quer para aumentar o poder emoliente4, como para diminuir eventuais poderes secativos.
As propriedades emolientes que os óleos apresentam são aproveitadas em preparações de Cosméticos aplicadas em peles secas.
  • Óleo de Amêndoas doces -Composição aproximada: -Glicerídeos  do acido oleico- Glicerídeos do acido linoleico- Glicerídeos de ácidos gordos saturados Bem tolerado pela pele. Tem poder emoliente.
  • Óleo de Amendoim Tem uma composição similar ao de amêndoas doces. E mais barato que o anterior, pelo que frequentemente o substitui.
  • Óleo de Abacate
Composição aproximada:
- Glicerídeos do acido oleico
- Glicerídeos do acido linoleico
- Acido palmítico e esteárico
- Fitoesteról
- Lecitina
- Vitaminas A, E, K, etc.

E um excipiente caro pelo que se aplica apenas em alta cosmética.
  • Óleo de coco E usado principalmente em sabões e champôs
  • Azeite 
E uma mistura de Glicerideos de ácido oleico, linoleico, palmitico e esteárico









MISTURAS DE HIDROCARBONATOS

Os hidrocarbonatos são compostos extraídos do petróleo e consoante o seu peso molecular ou tamanho da cadeira serão ou líquidos a temperatura ambiente.

Vaselinas

São misturas de hidrocarbonatos sólidos ou líquidos.
Caracterizam-se por:
- serem untuosos;
- serem praticamente destituídos de odor ou sabor;
- não rançarem, nem saponificarem;
- não serem absorvidos pela epiderme;
- poderem ser irritantes para a pele.

Parafina ou parafinas liquida

São constituídas por misturas de hidrocarbonatos líquidos extraídos do petróleo.
E frequentemente utilizado:
- Como solvente em produtos de cosmética solar;
- Na preparação de mascaras de ceras;
- Na preparação de produtos oclusivos.

EXCIPIENTES

1- Compostos Hidrófobos ou Lipófilos

Neste grupo encontram-se todos os excipientes que, embora com características bastante diversificadas, são hidrófobos ou seja com pequena capacidade ou mesmo nula de incorporação de água. Entre este, destacam-se os seguintes grupos de substancias.

Tabela. Compostos hidrófobos ou Lipófilos

  • Misturas de hidocarbonetos 
  • Óleos e gorduras naturais 
  • Ceras
  • Silicones
  • Gorduras e óleo sintético 

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sábado, 20 de abril de 2013

COMO OBTER UM NOVO PRODUTO COSMÉTICO

Para se obter um novo produto cosmético deve ser seguida uma sequência de etapas que começa por:

  1. Escolha da base auto-emulsionante
  2. Destino do produto  ( qual a sua finalidade) 
Em relação a selecção das matérias primas para cada cosmético deve-se ter em consideração que existe um decreto de cosmética (DC) onde estão descritas todas as matérias primas que podem ser utilizadas como constituintes dos produtos Cosmeticos.

CARACTERÍSTICAS DAS MATÉRIAS PRIMAS

Vamos expor dum modo sistemático e organizado os principais constituintes dos Cosmeticos.

Naturalmente faz-se uma distinção destas matérias primas quanto a sua origem.
Assim teremos.

Origem

Natural - resultam duma extracção de tecidos animais ou vegetais
Animal
Vegetal
Mineral

Semi-sintética - incorporam componentes naturais posteriores alterados quimicamente

Sintética - obtidos por síntese química

sexta-feira, 12 de abril de 2013

PROCESSO DE FABRICAÇÃO DAS MATÉRIAS PRIMAS

Durante o processo de fabricação é muito importante respeitar todas as normas de qualidade ( higiene e assépsia ), e após o produto acabado é necessário um controlo do mesmo.

Também o recipiente em que é guardado e fundamental assim como a respectiva rotulagem. Em seguida surgem todos os problemas económicos e de marketing pois hoje em dia a concorrência é grande e a industria cosmética tem vindo a aumentar extraordinariamente.

Nem todas substâncias podem ser utilizadas como matéria-prima em Cosmetologia. Como pressupostos primários para a sua possível utilização contam-se as seguintes: ausência de substâncias tóxicas, alergisantes, irritantes, cancerígenas; possuírem características organolepticas adequadas, tais como o odor, cor, ausência de bolores ou alterações.

Vamos seguidamente descrever os tipos de matérias primas mais comuns, utilizadas na reparação de produtos Cosméticos. Esta descrição organiza-se pelas características físico-químicas das mesmas.

PROPRIEDADES FÍSICAS DAS MATÉRIAS PRIMAS

No que respeita as propriedades físicas das matérias primas, deverá haver preocupação em relação as seguintes vertentes:

  1. Solubilidade ( lipossolúveis ou hidrossolúveis);
  2. Propriedades físico-químicas ( ex ponto de fusão, pH);
  3. Características organolepticas ( odor, cor, aspecto físico );
  4. Estabilidade das matérias primas;
  5. Proporção das matérias primas;
  6. Fabricação de ensaios piloto.

PARA OBTER UM NOVO PRODUTO COSMÉTICO

Deve ser seguida uma sequência de etapas que começa por:

  • Escolha da base auto-emulsionante
  • Destino do produto (qual a sua finalidade)
Em relação a selecção das matérias primas para cada cosmético deve-se ter em consideração que existe um decreto de cosmética (DC) onde estão descritas todas as matérias primas que podem ser utilizadas como constituintes dos produtos cosméticos.

Existem substâncias proibidas ( como é o de hormonas naturais como o estrogênio, substâncias tóxicas, cancerígenas )  

Substâncias permitidas com limitações são os corantes, os conservantes e os filtros solares).

Hoje em dia é obrigatório a identificação e rotulagem de todos os produtos.

Esta declaração dos componentes é muito importante pois além de ser uma identificação qualitativa também e quantitativa. Também a data de validade e obrigatória, estando estipulado que um cosmético se deve manter estável durante aproximadamente 0 meses ( om alguns excepções ex gotas).  

domingo, 10 de março de 2013

COMO ESCOLHER UM PRODUTO

A escolha do produto vai depender principalmente de dois factores:
  • A qualidade ( depende da escolha dos constituintes e respectivos cuidados na fabricação )
  • A eficácia ( está dependentemente da formulação mas deve ser a mais indicada para o tipo de cosmético pretendido )

UM BOM COSMÉTICO DEVE:

- Ter o efeito adequado para a sua finalidade
- Não deve ter efeitos secundários 
- Deve ser tolerável para a pele e mucosas
- Cómodo de aplicar
- Conservação suficiente
- estabilidade de 30 meses
- apresentação atractiva 
- embalado convenientemente ( frascos ou tubos ) - 
  • Vidro
  • Plásticos 
  • Meta
- Preço adequado
- Deve estar de acordo com as normas legislativas ( escolha de matérias primas e depois a respectiva rotulagem). 


MATÉRIAS PRIMAS UTILIZADAS NA FABRICAÇÃO DE COSMÉTICOS

Quando se fabrica um cosmético estão envolvidos inúmeros profissionais:
- cosmeologista;
- farmacêutico
- químico
- perfumista, etc.


quinta-feira, 7 de março de 2013

SÓLIDOS FINAMENTE DIVIDIDOS

Alguns sólidos finamente divididos, como certas argilas coloidais, a bentonite, o veegum, os hidróxidos de magnésio e de alumínio e o gele de sílica, constituem exemplos de substâncias insolúveis que tem saídas usadas como agentes emulsivos.
A bentonite e um silicato de alumínio hidratado coloidal (AL2O34SiO2OH2). Em presença da água da geles que são particularmente estáveis a pH superior a 7. Em geral forma emulsões, bastando, para isso, juntar lentamente,o óleo a emulsionar ao gele de bentonite em água. Se adicionarmos, contudo este último ao óleo obter-se-a uma emulsão A/O.

DERIVADOS DE CELULOSE

Este grupo de substâncias, dada a existência de numerosos grupos -OH, conduzem a obtenção de emulsões O/A, sendo no entanto fracos agentes emulsivos e utilizados como espessantes hidrófilos e estabilizantes. Os mais usuais são a metilcelulose, a etilcelulose, a metiletilcelulose e a caboimetilcelulose.

ALGA PRELADA

Esta substância também se denomina por musgo da Irlanda ou carreguem.
Quando colocada em água fria incha e dissolve-se lentamente a 47%.

A sua constituição figuram em grande parte hidratos de carbona complexos, sendo um emulgente O/A.

PECTINA

É um agente emulsivo fraco, apresentando a desvantagem de fermentar facilmente. Esta substância constituída por hidratos de carbono presentes em vários frutos, e utilizada como agente hidrófilo espessante e estabilizante de emulsão O/A.

Utiliza-se muitas vezes associado a goma arábica.

ALGINATOS

São compostos obtidos de certas algas e constituídas pelo sal sódico  do acido alginico. Produzem soluções coloidais na água, de viscosidade variável, tendo fracas propriedades emulsivas do tipo O/A.

Utilizam-se como agentes espessantes e estabilizantes.

GELOSE




É um produto extraído de certas algas, conhecido tambÉm pelo nome de agar-agar.
E um polissacarideo ( açúcar completo), por conseguinte rico em grupos hidrófilos, predominantemente solúvel em água, donde um agente emulsivo fraco do tipo O/A. É usado como agente espessante associando, nomeadamente, a goma arábica.

quarta-feira, 6 de março de 2013

a) AGENTES EMULSIVOS AUXILIARES NATURAIS

AGENTES EMULSIVOS AUXILIARES

São numerosos os produtos que podem ser utilizados como estabilizantes das emulsões. Descreveremos em seguida alguns destes.

POLIOXIETILENOGLICOIS, PEG's OU CARBOWXE's.

Estes compostos são polímeros, polioexietilenoglicois, de grau de polimerização variável e de fórmula geral CH2OH-(-CH2-O-CH2-)n-CH2OH, onde é o grau de polimerização. Resultam da reacção entre o Glicerol e o óxido de etileno. As suas propriedades vão depender do grau de polimerização médio do composto.

Esta informação faz parte da nomenclatura CARBOWAX ja que apresenta um número proporcional ao grau de polimerização (CARBOWAX 200, 1500 etc). Estas substâncias são maus emulgentes, dado o desiquilíbrio devido a sua hidrófila acentuada.

SPANS & TWEENS

São um conjunto de bons agentes emulsivos derivados do sorbitano. Os Spans obtém-se da esterificação de sorbitanos ou de sórbidos ( sorbitano desidratado ) com ácidos gordos de cadeia comprida ( ac. láurico, palmítico, esteárico e oleico), dando compostos com a estrutura seguinte:


Tabela

SPAN N             EHL

SPAN 30             4,3
SPAN 62             5,9
SPAN 65             2,1
SPAN 20             8,6

Os SPANS's são compostos predominantemente lipofilos originando emulsões A/O. A lipofilia vai depender do radical de acido gordo e do grau de esterificacao da molécula. De notar que o termo SPAN e um nome duma marca, havendo substâncias idênticas designadas de maneira diferente, tais como os ARLACEL'S ( produtos mais puros ) e os CRILL'S.
Consante o número que aparece a seguir ao termo SPAN ( SPAN 30, SPAN 20, etc) este terá um valor de EHL determinado.

Os TWEENS são compostos derivados dos Spans, pela introdução de radicais hidrófilos ( grupos derivados de óxido de etileno - CH2-O-CH2-). São compostos solúveis em água e dispersáveis em óleo. Assim sendo são bons agentes emulsivos do tipo O/A.

domingo, 3 de março de 2013

MONOESTEARATO DO GLICEROL

Estes compostos é o mais simples desta classe; a presença dum radical ácido de características lipófilas muito volumoso, fá-lo ser um agente emulsivo A/O fraco, sendo utilizado como agente emulsivo auxiliar aumentando a consistência da fase oleosa.

AGENTES EMULSIVOS NAO IÓNICOS

Correspondem a uma classe de substâncias que não são formadas por iões, sendo assim composto apolares.

AGENTES EMULSIVOS CATIÓNICOS

Esta classe de substâncias são constituídas por sais que uma vez dissociados, têm as suas propriedades tensioactivas devidas ao catião originado ( carga positiva). São compostos solúveis em água originando, ao contrário dos agentes aniónicos, soluções neutras.

São agentes emulsivos do tipo O/A, apesar de serem normalmente utilizados pelas propriedades bactericidas que apresentam.

A sua constituição é um sal amónio quartenário. Como exemplo cite-se o cloreto de benzalcónio, largamente utilizado, apesar de incompatível com o bórax, iodo, os iodetos, o cloreto de zinco e substâncias oxidantes.

COMPOSTOS SULFONADOS E SULFATADOS

São compostos obtidos por reacção do ácido sulfúrico sobre certos óleos ou sobre álcoois gordos, como laúrico ou cetílico. A estrutura deste dois tipos de compostos é semelhante.

Os óleos sulfatados são preparados por reacção com óleos que tenham na sua constituição um radical hidroxilo (-OH); tal é o caso do óleo de rícino. Estes óleos constituem bons agentes emulsivos O/A, sendo mais estáveis que os sabões, quando na presença de iões polivalentes. Uma vez que são estáveis a pH ácidos, podem ser aplicados em emulsões ácidas, facto desde já vantajoso. Como exemplo desta classe de compostos, teremos os sulfato de cetilo e sódio e o sulfato de laurílo e sódio e o sulfato de laurílo e trietanalomina.

Estes compostos além de serem largamente utilizados na preparação de loções e cremes de uso medicinal, figuram muitas vezes na preparação de ceras emulgentes, associados a agentes estabilizantes; estas misturas terão uma consistência mais apropriada, melhor penetrabilidade e melhor acção emoliente. Como exemplo, a cera.

Lanette SX, mistura de álcoois cetílico e estearíco com 10% de ésteres respectivos. A designação S indicamos que esta é sulfatada e X que possui 10% de ésteres.

De referir a incompatibilidade que estes compostos têm com o iodo, sais de mercúrio, com concentrações elevadas de iodo e com agentes catiónicos; são hidrolisáveis ( decompostos) submetidos a aquecimento prolongado.

Os compostos sulfonados são principalmente usados como agentes molhante e em menor extenção como agentes emulsionantes. Como exemplo o aerosol OT ou dioctilfossuccionato de sódio.

SABÕES DE BASES ORGÂNICAS

São empregues em substituição dos anteriores para que as prestações nao sejam tão alcalinas como as obtidas através dos sabões alcalinas. Assim sendo, são compostos obtidos por reacção, a semelhança com os anteriores, de ácidos gordas e de, desta feita não com bases alcalinas, bases orgânicas, de compostos aminohidroxilados, como por exemplo sabões 2-metil-2-amino-1-propanol e frequentemente sabões de etanolaminas e morfolina.

As emulsões preparadas com estes sabões tem gotículas de muito pequenas dimensões, um pH menos alcalino (pH ~8) e são mais estáveis. Podem, no entanto, ser alteradas pela presença de iões cálcio, razão para que a água utilizada deva ser previamente desionizada.

SABÕES ALCALINOS

A sua composição e de ésteres de ácidos gordos com bases fortes nomeadamente oleato de sódio, potássio ou amónio, linoleato de amónio, o palmitato de sódio e o cicinoleato de sódio. São agentes emulsivos O/A e conferem a solução pH alcalinos, incovinientes para a pele pela alteração que trazem ao manto hidrolipidico, secando a pele e expondo-a agentes microbianos.

Na preparação da emulsão podem não ser empregues directamente como sais, mas preparando-se por reacção, na própria emulsão, com os ácidos gordos que esta contém e com um qualquer hidróxido alcalino, um carbonato ou memo um borato, em proporções convenientes a neutralização dos ácidos gordos, originando os respectivos sabões, que passam a representar o emulgente que vai formar a estabilizar a emulsão.

AGENTES EMULSIVOS ANIÓNICOS

São constituídos por sais. Estes dissociam-se na emulsão, originando iões positivos, catiões e negativos, aniões. Neste caso será o anião resultante a ter as propriedades tensioactivas que caracterizam-no como agente emulsivo.

B) AGENTES EMULSIVOS SINTÉTICOS

CERAS

São um tipo de gorduras com propriedades emulsivas A/O, devido aos seus constituintes, como o palmitato de ventilo, cerotinato de ventilo ou de merissilo.
Pode, juntar-se a elas substâncias, nomeadamente, o borato de sódio, com o fim de reagir com os ácidos livres da molécula das ceras, originando sabões de sódio, equilibrando o EHL da mistura.

COLESTEROL

Este esterol encontra-se, como referido anteriormente, presente na suarda e que é utilizado em substituição daquela, sendo um agente emulsivo A/O muito forte.

LANOLINA

A lanolina ou suarda é a gordura da lã e é uma mistura de gorduras, onde figuram os esteróis, de entre os quais o mais conhecido será o colesterol; estes esteróis conferem o poder emulsivo A/O da lanolina. Este produto desempenha importante papel na industria de pomadas, pois permite incorporar, graças a ele, certa quantidade de água, sob forma de emulsão A/O.

Em certos casos, pode a lanolina causar reacções alérgicas pelo que, por vezes, se substitui esta por produtos derivados dela, entre os quais uma mistura designada por álcoois dela é que obtém-se por extracção do insaponificavel da lã, constituído por 30% de colesterol, 25% de lanosterol, e 5% de agnosterol.

SAPONINAS

Estes compostos são glucosidos não azotados obtidos, designadamente, das raízes da quilaia e da senega. Entre derivados de saponinas empregues como agentes emulsivos, saliente-se os sais de sódio do ácido ursolico.

LECITINAS

Este grupo de compostos emulgentes O/A obtém-se por extracção de substâncias naturais como a gema de ovo, a semente de soja ou tecidos nervosos. Na sua constituição figuram estes glicofosfóricos da colina e de vários ácidos gordos tais como o oleico, palmitico, esteárico, etc. Sendo emulgentes O/A o seu poder varia de acordo com o tipo de ácidos gordos presentes na molécula.

Este grupo de substâncias tem o inconveniente de se degradarem facilmente dando origem a odores desagradáveis, pelo que o seu uso não e generalizado.

GEMA DE OVO

A gema de ovo é um agente emulsivo natural O/A de propriedades, constituindo ela própria uma emulsão O/A complexa, constituída por várias substâncias entre as quais lecitinas, colesterol e proteínas.

Tendo por um lado uma boa resistência a ácidos e electrólitos (sais), por outro, decompõe-se facilmente por fermentação, necessitando, pois da acção complementar dum conservante.

GOMAS

São produtos utilizados desde há muito como agentes emulsivos. No entanto, grande parte destas não tem boas propriedades emulsivas. A mais importante é a goma arábica, agente emulsivo O/A.

Como características a salientar, refira-se o facto de ser dos emulgentes mais inócuos de que podemos dispor; por outro lado, porém, esta substância apresenta um certo número de desvantagens, a saber, a viscosidade que a goma arábica confere a fase aquosa é baixa, o que leva na sua utilização, a associá-la a uma outra goma, que tem um papel de agente emulsivo secundário, como espessante, a goma adragante, de modo a evitar que a emulsão origine creme; os produtos que contém goma arábica são, também, facilmente atacados por agentes microbianos, levando a necessidade de se incorporar, na sua preparação, agentes conservantes, como por exemplo o ácido benzoico (0,2%); também há a considerar a incompatibilidade que a goma arábica tem para um certo número de compostos utilizados em emulsões, tais como o bórax, o cloreto férrico, sabões alcalinos e gelatinas a pH abaixo dos 4,7 que as leva a precipitar completamente.

a) AGENTES EMULSIVOS NATURAIS

BREVE DESCRIÇÃO DE ALGUNS AGENTES EMULSIVOS

Agentes Emulsivos Principais ou Verdadeiros

CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES EMULSIVOS QUANTO A SUA ORIGEM

Além da classificação atras referida, os agentes emulsivos podem dividir-se em várias classes quanto a sua origem. Temos assim:


                                                                       de origem animal                         
                                         Naturais =>           de origem vegetal
                                                                       de origem mineral

Agentes emulsivos =>

                                                                         Aniónicos
                                                                         Catiónicos
                                         Sintéticos =>           Nao iónicos
                                                                         Anfotéricos

Segue-se a descrição dos principais agentes emulsivos, primários e secundários, divididos qunto a sua classe de origem.

AGENTES EMULSIVOS SECUNDÁRIOS OU AUXILIARES

São substâncias que, possuindo fracas propriedades emulsionantes, limitam-se apenas a concorrer para o aumento de estabilidade do produto por aumento da viscosidade da fase externa uma vez associada a um agente emulsivo primário; são portanto agentes espessantes.

AGENTES EMULSIVOS PRIMÁRIOS OU VERDADEIROS

Estes agentes actuam directamente nas emulsões através das suas propriedades tensioactivas que apresentam:
- Diminuindo a tensão superfícial permitindo a obtenção de emulsões, A/O e O/A - agentes emulsivos

Conferindo propriedades específicas em função do EHL que possuem
- Molhantes
- Detergentes
- Espumas

AGENTES EMULSIVOS

Dado o leque alargado de agentes emulsivos que se utilizam passamos a descrever alguns dos mais usuais, classificando-os pela função que desempenham (primários e secundários), bem como em relação a sua origem (naturais, sintéticos) e constituição química.

A sua principal função e formar e manter estáveis as emulsões.

CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES EMULSIVOS

Quanto a finalidade que os agentes emulsivos tem na emulsão onde se incorporam, podemos ter classes distintas.

ENSAIO COM CORANTES

Se misturarmos um corantes hidrossolúvel com uma emulsão e esta corar uniformemente, é evidente que a fase externa será nesse caso, representada pela fase aquosa, e a emulsão será Tipo O/A.

Se ao adicionar um corante lipossolúvel este originar uma coração uniforme, indica que a preparação será do Tipo A/O. Se o memo corante apenas atingir glóbulos dispersos num fundo não corado, a emulsão será do Tipo O/A.

ENSAIO DE DILUIÇÃO

Consiste em misturar um pequeno volume da emulsão com igual volume de um líquido. Desde que o líquido adicionado a emulsão corresponda a fase externa haverá apenas um efeito de diluição, não se registando, por isso, separação das fases.

Emulsão + Água => Estável => Emulsão O/A
Emulsão + Óleo => Estável => Emulsão A/O

Sempre que se adicionar um determinado líquido a uma emulsão, e esta continuar estável, o líquido adicionado corresponde a sua fase externa.

DETERMINAÇÃO DOS TIPOS DE EMULSÃO

Dado que existem 2 tipos de emulsão, levanta-se muitas vezes na prática o problema de determinar se uma preparação é do tipo O/A ou A/O, pelo que se pode recorrer a vários processos que passamos a descrever os mais comuns.

D- RELAÇÃO DE VOLUME ENTRE FASES

A relação entre o volume das fases, isto é, os volumes relativos da fase aquosa e oleosa, que figuram numa emulsão, pode exercer influência na estabilidade da preparação. De facto provocou-se que se tentar incorporar mais de 74% de óleo numa emulsão O/A, os glóbulos de óleo coalescem na maioria das vezes, desfazendo-se a emulsão. Este valor, denominado ponto crítico, representa a concentração da fase interna para além da qual um agente emulsivo é incapaz de originar uma emulsão estável do tipo pretendido.

B- VISCOSIDADE DO MEIO DISPERSANTE

Quanto mais viscoso ( consistente ) for o meio, mais difícil se torna o movimento dos glóbulos da fase dispersa, daí resultar uma maior dificuldade em juntarem-se.

A- TAMANHO DAS PARTÍCULAS

Quanto maior o diâmetro das partículas da fase dispersa, maior a velocidade de sedimentação ou ascensão das mesmas, como se verifica quando temos flóculos grandes que rapidamente formam creme. Também, quanto maior forem as partículas maior é a tendência destas a se aglomerarem. Assim:

Quanto > Diâmetro das particulas => < estabilidade

FACTORES DE QUE DEPENDEM A ESTABILIDADE DAS EMULSÕES

A- Tamanho das partículas
B- Viscosidade do meio dispersante
C- Diferença de densidade das duas fases
D- Relação de volume entre fases

COALESCÊNCIA E SEPARAÇÃO DE FASES

Temos neste caso um processo muito mais profundo ( irreversível ), sendo assim, nestes casos irremediável, ou seja, uma vez acontecendo não podemos recompor a emulsão inicial. No presente caso dá-se a coalescência de fases ou seja o reagrupamento dos glóbulos da fase dispersa que perdem a película interfacial de emulgente, separando-se as duas fases completamente, formando duas fases distintas uma sobre a outra.

Uma nova agitação não é, por sí só, capaz de restabelecer a emulsão. Torna-se importante adicionar mais agente emulsivo. A coalescência é um fenómeno intimamente relacionado com as características da pelicula formada pelo agente emulsivo.

FLOCULAÇÃO E FORMAÇÃO DE ESPUMA

A floculação consiste na agregação de vários glóbulos da fase dispersa, em agregados ou flóculos que, devido as suas maiorias dimensões e consoante a sua densidade relativa, sobem a superfície ou se sedimentam mais rapidamente do que as partículas dispersas individualmente.

Depois desta floculação estes flóculos gretam-se, que a superfície ou no fundo da emulsão sob a forma de um creme.

Devido a este fenómeno inconveniente, as emulsões perdem o seu aspecto homogéneo, dai resultando uma má aparência do produto; mais grave ainda é o facto de o principio activo poder ficar concentrado, perdendo a emulsão as suas propriedades.

Esta alteração não é irremediável,uma vez que podemos recompor o sistema disperso inicial. Admite-se que na formação do creme as partículas se englobam, constituindo uma emulsão muito concentrada, mas ainda rodeadas pela película de agente emulsivo. Assim podem ser de novo dispersas por agitação.

AGENTES SEQUESTRANTES OU QUELANTES

São adjuvantes que tem como finalidade eliminar a acção prejudicial dos iões que frequentemente se encontram nas águas de consumo público.
Exemplo: EDTA

ESTABILIDADE DAS EMULSÕES

Qualquer que seja a finalidade a que se destina uma emulsão, esta deve manter-se estável durante um prazo mais ou menos longo.

Todavia que ela se altera algum tempo depois. Poder-se-a dar o caso de alterações devidas a factores de ordem microbiana, que aqui se não analisam. Podemos, com excepção daquelas, agrupar estas alterações em duas categorias distintas.

MÉTODO INGLÊS OU DE GOMA HÚMIDA

Neste método a obtenção da emulsão faz-se nos passos seguintes: junta-se o agente emulsivo a fase externa. Junta-se, com agitação, a solução que irá constituir a fase interna.

Em muitos casos este método não apresenta vantagens sobre o continental; no entanto, so este pode ser usado para preparar emulsões, quando o agente emulsivo não possa ser obtido seco, como acontece com a gema de ovo. Também quando a fase oleosa seja demasiado viscosa para proporcionar uma perfeita distribuição do emulgente, deve ser método empregue.

MÉTODO CONTINENTAL OU DA GOMA SECA

Neste método a absorção da emulsão faz-se nos passos seguintes: junta-se o agente emulsivo a fase interna. Junta-se com agitação, a solução que irá constituir a fase externa.

MÉTODOS DE EMULSIFICAÇÃO

A preparação das emulsões está dependente de agitação mecânica, com o fim de dividir em pequenos glóbulos o líquido que irá constituir a fase dispersa. Em complemento desta acção mecânica, junta-se um ou mais agentes emulsivos com a finalidade de facilitar a obtenção da emulsão e criar uma partícula interfacial que evita a coalescência da mema.

Segundo a ordem por que se misturam as fases é a natureza daquela em que se dispersa, teremos, assim, dois métodos distintos de preparação da emulsão.

MICROEMULSÕES

- São transparentes;
- As goticulas são muito finas e pequenas (30 a 300 nm);
- Pará serem estáveis requerem grandes concentrações de agentes emulsivos (15%); logo causam muitas alergias e irritações cutâneas;
- A sua aplicação na cosmética é limitada ( exemplo: gel de banho).

AS EMULSÕES PODEM AINDA CLASSIFICAR-SE

Quanto ao tamanho da fase dispersa:
- Emulsões grosseiras - A/O
- Emulsões medias
- Emulsões finas O/A
- Micromulsões

EMULSõES MISTAS

- Combinações de O/A/O ou A/O/A;
- Reúnem propriedades de ambos os tipos;
- A sua vantagem reside no seu poder de adaptação da emulsão a película hidrolipidica da pele;
- São pouco estáveis.

EMULSÃO O/A

Emulsão de óleo em água
- a fase externa é a água e a interna e o óleo;
- utiliza-se para cremes de dia;
- não tem uma acção protectora tão elevada como as emulsões A/O;
- produzem um efeito refrescante;
- adequadas para peles oleosas;
- deve-se evitar agentes oxidantes pois estragam- se com facilidade.

EMULSÃO A/O3


  • Emulsão de água em óleo 
- a fase contínua é o óleo e a descontínua é a água ;
- utiliza-se para cremes de noite;
- cremes desportivos;
- adequados para pele seca; 
- cremes para crianças devido as suas propriedades protectoras da pele;
- adequadas para partes da pele que se encontram expostas; 
- produzem brilho na pele;
- pouco estáveis.

TIPOS DE EMULSÕES


  • Emulsão A/O3- emulsão de água em óleo 
  • Emulsão O/A- emulsão de óleo em água
  • Emulsões mistas


FASE OLEOSA

Esta fase, imiscível com a água, hidrofóbica portanto, pode ser constituída por várias substâncias, quer toda a classe de gorduras, sejam elas, oleosas, resinas, ceras e gorduras animais, quer sejam hidocarbonetos, como vaselinas e parafinas. Incorporam-se, também, nesta fase, substâncias lipossolúveis, tais como antioxidantes, antissépticos e vitaminas lipossolúveis ( vit. A. E. Etc).

FASE AQUOSA

A água representa sempre uma das duas ou mais fases presentes em todas as emulsões e pode conter diversas substâncias dissolvidas em si, tais como; conservantes, corantes, edulcorastes, aromatizantes, vitaminas hidrossolúveis, etc.

A água utilizada deverá obedecer a certos requisitos, tanto bacteriológicos ( ser isenta de microorganismos), como físico químicos ( acidez, teor em sais e metais pesados), pois influenciam na estabilidade deste sistema ( por exemplo as águas duras, provenientes de lençóis freáticos situações em regiões calcárias, nomeadamente no Sul do nosso país, tem um teor elevado em sais de cálcio e magnésio; se esta água fosse utilizada sem tratamento de purificação destes sais iria destabilizar qulquer emulsão que contivesse como agentes emulsivos sabões, ja que aqueles reagem quimicamente om os produtos químicos que se constituem). Assim a água é destilada, ou desionizada.

CONSTITUIÇÃO DAS EMULSÕES

A constituição física de uma emulsão é a seguinte:

  • Uma fase externa
Dispersante ou contínua. É a fase, porção do sistema, de características bem distintas, onde se vão dispersar as goticulas do outro liquido. 
  • Uma fase interna 
Dispersa ou descontínua. É a fase constituída pelas gotas do líquido; 
  • A interface
Que constitui a fronteira física entre as duas fases;

Em termos de constituição química das fases da emulsão, iremos ter dois tipos de fases, que a seguir se descrevem.

EMULSÕES

As emulsões são a base para a maioria dos produtos Cosméticos.

PRODUTOS BIFÁSICOS OU POLIFÁSICOS

Estes produtos são misturas de substâncias, que embora distribuídas homogeneamente, não se incorporam umas nas outras. Poderemos ter os seguintes tipos de produtos:


  • Suspensões 
Sistemas heterogéneas, em que é a fase externa ( continua) é líquida ou semilíquida, e a fase interna ou dispersa naquela, é constituída por sólidos muito finos e insolúveis no meio dispersante; como exemplo deste tipo de sistemas as bases para maquilhagem ou "fond de tint".
  • Emulsões 
Poderemos considera-las como Distribuições homogéneas de duas fases liquidas imiscíveis entre si, apresentando-se como um conjunto de finas gotículas de uma das fases ( fase interna) dispersa no seio do outro líquido, que constitui a fase contínua; como exemplo deste tipo de sistema temos os leites de limpeza e cremes.

SOLUÇÕES OU PRODUTOS MONOFÁSICOS

São misturas homogéneas obtidas por dissolução de uma ou mais substâncias ( solutos) no seio de uma outra ( solvente ). Poderemos ter, fundamentalmente, dois tipos de soluções:


  • Soluções aquosas ou hidrófilas

como por exemplo as loções tónicas ( preparações líquidas aquosas, que se aplicam externamente sem fricção )


  • Soluções oleosas ou lipofilas, 

como por exemplo soluções com óleos

PREPARAÇÃO DE PRODUTOS COSMÉTICOS

Caracterização

Os produtos de beleza são, normalmente, constituídos por duas partes essenciais, a saber: o principio activo e o excipiente. Por vezes é difícil distinguir um do outro ( ex. Óleo de amêndoas doces com e sem vitaminas A).

O princípio activo é uma substância incorporada no excipiente. Na generalidade dos casos, um dado produto cosmético actua no seu conjunto, ou seja, tanto o excipiente, como o princípio activo incorporado, tem propriedades dirigidas para a finalidade procurada.

Poderemos classificar os produtos Cosméticos da seguinte forma:

  • Soluções ou produtos monofásicos 
  • Produtos bifásicos ou polifásicos 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Actualmente consideram-se os champôs conjuntamente com os sabonetes os cremes para barbear e as pastas dentífricas, como Cosméticos de uso indispensável.

Sendo o champô uma preparação que se destina a limpeza e tratamento de certo tipo de anomalias fisiológicas do cabelo, importa que o produto obedeça a certos requisitos:
- Deve promover a limpeza do cabelo deixando-o macio, brilhante, flexível e fácil de pentear;
- Deve produzir espuma adequada e ser fácil de eliminar com água;
- Deve ter consistência satisfatória, aroma e cor agradáveis e provocar o mínimo de irritação ocular;
- Em termos de utilização, há toda a vantagem em seguir as seguintes regras quando se utilizam champôs;
- Devem ser escolhidos champôs pouco agressivos e a sua aplicação deverá ser feita com moderação;
- Devem evitar- se fricções energéticas sempre que se fez a aplicação do champô para não se correr o risco de provocar o total desengorduramento do cabelo, ou pior ainda, não se estimular a actividade secretória das glândulas sebáceas;

Temperatura da água utilizada na lavagem com o champô e da secagem posterior do cabelo com o secador devem ser moderadas.

CHAMPÔ AEROSSOLE

O champô sob a forma de Aerossole não é mais do que uma forma diferente de apresentação.

CHAMPÔ CREME E CHAMPÔ GEL

Apresenta aspectos mais ou menos viscosos, podendo os champôs do tipo gele serem transparentes ou ligeiramente opacos. Diferem dos champôs líquidos porque tem menor conteúdo de água e maior percentagem de compostos com acção adjuvante, fundamenlmente espessante, suavizante e lubrificante.

CHAMPÔS LÍQUIDOS

São preparações fluidas ou ligeiramente viscosas, de fácil aplicação, podendo ser transparentes ou opacas. Representam actualmente a variedade de champôs mais importantes existentes no mercado.

Os champôs líquidos adquiriram grande aceitação por parte dos consumidores porque são fáceis de aplicar, produzem espuma abundante, transmitem ao cabelo excelentes características de suvidade e são rapidamente removidos pelas água de lavagem.

CHAMPÔS EM PÓ

Integram-se neste grupo os chamados champôs secos.

São compostos com acção absorvente das gorduras e poeiras depositadas no cabelo. Aplicam-se directamente no couro cabeludo, onde actuam por alguns minutos e são posteriormente removidos mediante a utilização de uma escova ou de um pente.

Composição : absorventes de corpos gordos, amido de arroz, amido de milho, detergentes - Laurilsulfato de sódio ou de magnésio.

TIPOS DE CHAMPÔS

Champôs em pó
Champôs líquidos 
Champôs creme e champô gel
Champô Aerossole

COMPOSTOS COM ACÇÃO ESPECÍFICA

Além dos champôs anti caspa e antisseborreicos, existem no mercado numerosas formulações que se reclamam de possuir acções específica face a casos particulares que ocorrem no cavalo e no couro cabeludo. Deste modo, é frequente formularem-se champôs que contêm extractos de plantas, como o funcho, a arnica e a camomila, complexos vitaminicos, lecitinas, como a de soja e de ovo, etc.
Estes compostos podem exercer actividades anticépticas, anti-inflamatórias, estimulantes da irrigação sanguínea cutânea do couro cabeludo e revitalizantes dos cabelos.

CORANTES E AROMATIZANTES

São compostos, considerados como complementos das formulações. O perfume a eleger para formulações de champôs deve cumprir a dupla função de mascarar os odores característicos dos tensioactivos e simultâneamente transmitir ao produto acabado aromas do tipo floral e ultimamente aroma a frutos.
Os corantes são compostos que se utilizam com o propósito de melhorar o aspecto de apresentação do produto.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

C- DIFERENÇA DE DENSIDADE DAS DUAS FASES

A velocidade de sedimentação ou de ascensão das partículas é proporcional a sua diferença de densidades. Se a fase contínua for mais densa, a fase dispersa tem tendência a ascender a superfície pela força de impulsão da fase continua; inversamente a fase dispersa sedimentará no fundo em virtude da força da gravidade.

Assim se a densidade das duas fases fossem, teoricamente iguais, os glóbulos da fase dispersa nem tinham tendência a ascender nem a sedimentar e a emulsão manter-se-ia estável, pelo menos não podendo flocular e formar espuma. Por outro lado se a diferença de densidades acentuada a uma grande tendência as partículas se agregarem e se disporem num estracto, sobre ou subnadante, dando origem a separação de fases

Quanto < # densidades => > estabilidade

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

TAMPÕES

Determinados champôs nescessitm o pH estabilizado entre valores de 5,5 e 6,5, para exercerem convenientemente a sua actividade.
Exemplo: ácido cítrico, tartarico, láctico, bórico.

CONSERVANTES

Alguns champôs podem sofrer alterações microbianas, nomeadamente os formulações com sabões alcalinos e os que incorporam espessantes mucilaginosos. Com o fim de evitar este incoviniente, é usual incorporar-se nas formulações compostos com acção conservantes, bactericida e fungicida.
Exemplo : acido p- hidoxibenzoico.

OPACIFICANTES

Estes adjuvantes são muitas vezes incorporados nas formulações com vista a melhorar a apresentação do produto final em termos de "marketing"

AMACIADORES

Estes adjuvantes dos champôs também designados por acondicionadores, tem por principal função transmitir ao cabelo a suavidade necessária para o tornar mais manejável após as lavagens.
Exemplos: lanolina anidra e derivados, miristato de isopropilo, propilenoglicol, silicone, lecitinas.

ESTABILIZANTES DE ESPUMA

São adjuvantes que tem como finalidade aumentar o volume de espuma formada pelos tensioactivos, mantendo esse volume estável. Por vezes estes compostos também contribuem para aumentar a viscosidade do produto final.

ESPESSANTES

São compostos que tem por função principal interferirem na viscosidade do champô.
Exemplos: gomas, carbopolis, metilcelulose.

ADJUVANTES

Componentes que integram uma grande variedade de compostos. Asseguram a estabilidade do produto acabado e garantem a uma maior aceitabilidade por parte do consumidor, pois melhoram o desempenho dos tensioactivos e o aspecto estético da preparação.

NAO IÔNICOS

Excelente capacidade de limpeza, tem o incoveniente de nem todos produzirem espuma em quantidade adequada. São muitas vezes utilizados em mistura com outros tensioactivos primários, porque melhoram a resistência destes perante as águas duras, sendo em regra tolerados pela pele. São igualmente utilizados porque facilitam a solubilização de essências.

Exemplos:

  • Polietilenoglicois (PEG, carbowax, macrogois, sucrol) - frequentemente associados ao laurilsulfato de sódio com vista a actuarem como estabilizadores de espuma.
  • Esteres do sorbitano ( Spans e os derivados destes, os Tweens ) - facilitam a solubilização de determinados componentes da formula, nomeadamente essências . 
  • Alcanolamidas ou superamidas ( São as mais se utilizam, para compensar o desengorduramento deitado pelo champôs que tem muitos agentes anionicos e que na lavagem retiram em demasia a gordura, dando ao cabelo um aspecto áspero e seco. Com o abuso de champos deste género, as glândulas sebáceas produzem mais sebo; aumentam a viscosidade do champô porque são espessantes 
- Monoetanolamidas e dietilamidas o acido laurico
- Monoetanolamidas do acido esteárico 
- Detanolamida do acido oleíco
- Mono e dietanolamida dos ácidos gordos de coco 
  • Aminas gordas etoxiladas ( são humectantes, não deixando o cabelo ficar com aspecto seco; os cabelos finos com pouco volume, conseguem aumentar o seu volume com o uso de champos com aminas gordas etoxiladas, pois quanto maior for o poder de humectância, maior volume provoca 
  • Óxidos de amina usam-se menos; tem algum poder bacteriostaticos.
Anfotericos ( compostos ue se ionizam, mas a sua carga negativa ou positiva depende do pH do meio em que actuam. Podem apresentar as características dos tensioactivos anionicos, tais como o poder detergente e de espuma, e certas propriedades dos cationicos, destacando-se a acção bactericida. Como a sua actividade tensioactiva e inferior a dos anionicos, e por outro lado o curso e mais elevado, a sua utilização fica restrita a capacidade acondicionadora.
- Betainas
- Glicinatos
- Propionatos

DESVANTAGENS DOS TENSIOACTIVOS CATIÔNICOS


  • Incompatibilidade de carga com os anionicos, e com grande nº de compostos usados nas formulações 
  • Ligeiramente tóxicos e irritantes para a pele e olhos. São os mais irritantes para os olhos dai nunca serem colocados em champôs para bebés ( que normalmente so levam tensioactivos anfotericos ).
Os tensioactivos CATIÔNICOS desempenham um papel fundamental para facilitar o penteado porque são anti-estáticos ( diminuem a electricidade estática dos cabelos, neutralizando a carga negativa do pêlo)
Em virtude destas circunstâncias a sua utilização é limitada, sendo quase exclusivamente usados em concentrações muito baixas como adjuvantes das formulações com a função acondicionadoras do cabelo.

CATIÔNICOS

- Derivados da Piritionato
- Derivados da isoquinoleina
- Derivados da imidazol
- Sais de amónio quaternário ( cloreto de benzalconio, cloreto de benzetonio, derivado da alquilamida de amónio quaternária, sais lanolina de amónia quaternária ).

TENSIOACTIVOS SECUNDÁRIOS

Compostos que modificam a detergência os tensioactivos primários, razão pela qual também são conhecidos por aditivos.
Estes compostos intervém nas formulações com acção complementar aos tensioactivos primários.
Apresentam alguns aspectos importantes no que respeita a detergentes destinados a champôs por term grande afinidade para a queratina, facto que lhes permite transmitir brilho e suavidade.

Podem ser de natureza catiònica ( cujas propriedades activas estão ligadas ao catião; ex: sais de amónio quaternário ), não ionica ( polietileglicois ) e anfoterica ( substâncias susceptíveis de se comportarem como anionícos consoante o pH do meio; ex: imidazolinicos ).

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

EXEMPLOS DE TENSIOACTIVOS PRIMÁRIOS


>Saponosos (sabões )
>Sulfonatos (são os mais utilizados, grande poder espumante e espessantes )

  • Alquilbenzenosulfatos 
  • Sulfonatos de a-oleginas
  • Sulfouccinato
> Sulfatos
  • Alquilulfatos ( lauril sulfato de sódio) - e o mais utilizado, mas com elevado poder irritante, devido a ser muito desengordurante, dai ser usado em associações )
  • Alquileter sulfato 
  • Alcanolamidas sulfatadas
  • Óleos sulfatados ( óleo de rícino )
>Carboxilatos ( diminuem o poder irritante dos Sulfatos e sulfonatos. As acilsarcosinas além de lhes diminuírem a irritação quando em associação ( pois tem menor poder detergente ), também tem propriedades acondicionadoras.
  • Acilsarcosinatos
  • Sais de carboxilos etoxilados e não etoxilados

TENSIOCTIVOS PRIMÁRIOS

Compostos cujas funções principais consistem em remover a sujidade do cabelo e produzir espuma.
As partículas de sujidade aderem e depositam com facilidade a superfície do cabelo, devido a sua afinidade para a camada queratinosa. Para que o tensioactivo seja eficaz, é necessário que tenha capacidade para diminuir a tensão superficial entre as partículas e a Ucrânia de modo a facilitar a remoção daqueles.

As partículas de sujidade, bem como a gordura proveniente das glândulas sebáceas que se encontram associadas ao cabelo, uma vez deslocada da cutícula, devem manter-se dispensas no seio da solução aquosa o tensioactivo de modo a poderem ser retiradas com a lavagem utilizada na remoção do champô.

Os tensioactivos primários são Anionicos, ou seja possuem carga eléctrica negativa.
Podem existir champôs so com tensioactivos anionicos ( por ex. Sabão ) o que e desvantajoso, na medida em que devido a sua grande forçaa detergente, desengorduram em excesso, deixando o cabelo desprotegido. O cabelo fica mais sujeito a uberas interna; a sua superfície fica sujeita a captar poluentes; os cabelos ficam ásperos. Normalmente podem-se usar associações com outros tensioactivos anionicos ou com os secundários.

CHAMPÔS


Composição

As matérias primas para formular champôs podem agrupar-se em quatro categorias:

TRATAMENTO DA ALOPÉCIA

O tratamento da alopécia no estado evolutivo, sai do âmbito da cosmética, mas é possível atenuar o seu efeito utilizando champôs com acção detergente suave e que incorporam compostos com actividade anti-inflamatória e anti-séptica.

De entre estes compostos, utilizam-se a carboximetilcisteína, o ácido pantotenico e outras vitaminas como a vitamina H e a vitamina B6, quer isoladamente quer em associação.

Existe ainda outro tipo de anomalias a nível de alterações na cor ou na estrutura.

As alterações na estrutura geralmente dizem respeito a pontas quebradiças ou espigadas; e as alterações na cor pode ser pêlo aparecimento de manchas de cores diferentes ou mesmo um problema genético como é o caso do albinismo ( indivíduos que não produzem melanina, logo tem ausência de cor na pele, olhos e cabelos).

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ALOPÉCIA

Tanto no homem como na mulher existem vários tipos de alopécias.

Geralmente no homem elas são localizadas ( peladas ), ou difusas ( devido a intervenções cirúrgicas, anestesias, quimioterapia).

É certo que a predisposição genética é um factor muito importante para a calvíce e esta cientificamente provado que os homens são mais susceptíveis devido ao problema se localizar no cromossoma sexual x e o das mulheres por xx; logo a probalidade dos homens de terem este problema é maior).

Nas mulheres geralmente as alopécias são de origem medicamentosa ou hormonal.

Para ambos a queda pode ser sazonal.