domingo, 10 de março de 2013

COMO ESCOLHER UM PRODUTO

A escolha do produto vai depender principalmente de dois factores:
  • A qualidade ( depende da escolha dos constituintes e respectivos cuidados na fabricação )
  • A eficácia ( está dependentemente da formulação mas deve ser a mais indicada para o tipo de cosmético pretendido )

UM BOM COSMÉTICO DEVE:

- Ter o efeito adequado para a sua finalidade
- Não deve ter efeitos secundários 
- Deve ser tolerável para a pele e mucosas
- Cómodo de aplicar
- Conservação suficiente
- estabilidade de 30 meses
- apresentação atractiva 
- embalado convenientemente ( frascos ou tubos ) - 
  • Vidro
  • Plásticos 
  • Meta
- Preço adequado
- Deve estar de acordo com as normas legislativas ( escolha de matérias primas e depois a respectiva rotulagem). 


MATÉRIAS PRIMAS UTILIZADAS NA FABRICAÇÃO DE COSMÉTICOS

Quando se fabrica um cosmético estão envolvidos inúmeros profissionais:
- cosmeologista;
- farmacêutico
- químico
- perfumista, etc.


quinta-feira, 7 de março de 2013

SÓLIDOS FINAMENTE DIVIDIDOS

Alguns sólidos finamente divididos, como certas argilas coloidais, a bentonite, o veegum, os hidróxidos de magnésio e de alumínio e o gele de sílica, constituem exemplos de substâncias insolúveis que tem saídas usadas como agentes emulsivos.
A bentonite e um silicato de alumínio hidratado coloidal (AL2O34SiO2OH2). Em presença da água da geles que são particularmente estáveis a pH superior a 7. Em geral forma emulsões, bastando, para isso, juntar lentamente,o óleo a emulsionar ao gele de bentonite em água. Se adicionarmos, contudo este último ao óleo obter-se-a uma emulsão A/O.

DERIVADOS DE CELULOSE

Este grupo de substâncias, dada a existência de numerosos grupos -OH, conduzem a obtenção de emulsões O/A, sendo no entanto fracos agentes emulsivos e utilizados como espessantes hidrófilos e estabilizantes. Os mais usuais são a metilcelulose, a etilcelulose, a metiletilcelulose e a caboimetilcelulose.

ALGA PRELADA

Esta substância também se denomina por musgo da Irlanda ou carreguem.
Quando colocada em água fria incha e dissolve-se lentamente a 47%.

A sua constituição figuram em grande parte hidratos de carbona complexos, sendo um emulgente O/A.

PECTINA

É um agente emulsivo fraco, apresentando a desvantagem de fermentar facilmente. Esta substância constituída por hidratos de carbono presentes em vários frutos, e utilizada como agente hidrófilo espessante e estabilizante de emulsão O/A.

Utiliza-se muitas vezes associado a goma arábica.

ALGINATOS

São compostos obtidos de certas algas e constituídas pelo sal sódico  do acido alginico. Produzem soluções coloidais na água, de viscosidade variável, tendo fracas propriedades emulsivas do tipo O/A.

Utilizam-se como agentes espessantes e estabilizantes.

GELOSE




É um produto extraído de certas algas, conhecido tambÉm pelo nome de agar-agar.
E um polissacarideo ( açúcar completo), por conseguinte rico em grupos hidrófilos, predominantemente solúvel em água, donde um agente emulsivo fraco do tipo O/A. É usado como agente espessante associando, nomeadamente, a goma arábica.

quarta-feira, 6 de março de 2013

a) AGENTES EMULSIVOS AUXILIARES NATURAIS

AGENTES EMULSIVOS AUXILIARES

São numerosos os produtos que podem ser utilizados como estabilizantes das emulsões. Descreveremos em seguida alguns destes.

POLIOXIETILENOGLICOIS, PEG's OU CARBOWXE's.

Estes compostos são polímeros, polioexietilenoglicois, de grau de polimerização variável e de fórmula geral CH2OH-(-CH2-O-CH2-)n-CH2OH, onde é o grau de polimerização. Resultam da reacção entre o Glicerol e o óxido de etileno. As suas propriedades vão depender do grau de polimerização médio do composto.

Esta informação faz parte da nomenclatura CARBOWAX ja que apresenta um número proporcional ao grau de polimerização (CARBOWAX 200, 1500 etc). Estas substâncias são maus emulgentes, dado o desiquilíbrio devido a sua hidrófila acentuada.

SPANS & TWEENS

São um conjunto de bons agentes emulsivos derivados do sorbitano. Os Spans obtém-se da esterificação de sorbitanos ou de sórbidos ( sorbitano desidratado ) com ácidos gordos de cadeia comprida ( ac. láurico, palmítico, esteárico e oleico), dando compostos com a estrutura seguinte:


Tabela

SPAN N             EHL

SPAN 30             4,3
SPAN 62             5,9
SPAN 65             2,1
SPAN 20             8,6

Os SPANS's são compostos predominantemente lipofilos originando emulsões A/O. A lipofilia vai depender do radical de acido gordo e do grau de esterificacao da molécula. De notar que o termo SPAN e um nome duma marca, havendo substâncias idênticas designadas de maneira diferente, tais como os ARLACEL'S ( produtos mais puros ) e os CRILL'S.
Consante o número que aparece a seguir ao termo SPAN ( SPAN 30, SPAN 20, etc) este terá um valor de EHL determinado.

Os TWEENS são compostos derivados dos Spans, pela introdução de radicais hidrófilos ( grupos derivados de óxido de etileno - CH2-O-CH2-). São compostos solúveis em água e dispersáveis em óleo. Assim sendo são bons agentes emulsivos do tipo O/A.

domingo, 3 de março de 2013

MONOESTEARATO DO GLICEROL

Estes compostos é o mais simples desta classe; a presença dum radical ácido de características lipófilas muito volumoso, fá-lo ser um agente emulsivo A/O fraco, sendo utilizado como agente emulsivo auxiliar aumentando a consistência da fase oleosa.

AGENTES EMULSIVOS NAO IÓNICOS

Correspondem a uma classe de substâncias que não são formadas por iões, sendo assim composto apolares.

AGENTES EMULSIVOS CATIÓNICOS

Esta classe de substâncias são constituídas por sais que uma vez dissociados, têm as suas propriedades tensioactivas devidas ao catião originado ( carga positiva). São compostos solúveis em água originando, ao contrário dos agentes aniónicos, soluções neutras.

São agentes emulsivos do tipo O/A, apesar de serem normalmente utilizados pelas propriedades bactericidas que apresentam.

A sua constituição é um sal amónio quartenário. Como exemplo cite-se o cloreto de benzalcónio, largamente utilizado, apesar de incompatível com o bórax, iodo, os iodetos, o cloreto de zinco e substâncias oxidantes.

COMPOSTOS SULFONADOS E SULFATADOS

São compostos obtidos por reacção do ácido sulfúrico sobre certos óleos ou sobre álcoois gordos, como laúrico ou cetílico. A estrutura deste dois tipos de compostos é semelhante.

Os óleos sulfatados são preparados por reacção com óleos que tenham na sua constituição um radical hidroxilo (-OH); tal é o caso do óleo de rícino. Estes óleos constituem bons agentes emulsivos O/A, sendo mais estáveis que os sabões, quando na presença de iões polivalentes. Uma vez que são estáveis a pH ácidos, podem ser aplicados em emulsões ácidas, facto desde já vantajoso. Como exemplo desta classe de compostos, teremos os sulfato de cetilo e sódio e o sulfato de laurílo e sódio e o sulfato de laurílo e trietanalomina.

Estes compostos além de serem largamente utilizados na preparação de loções e cremes de uso medicinal, figuram muitas vezes na preparação de ceras emulgentes, associados a agentes estabilizantes; estas misturas terão uma consistência mais apropriada, melhor penetrabilidade e melhor acção emoliente. Como exemplo, a cera.

Lanette SX, mistura de álcoois cetílico e estearíco com 10% de ésteres respectivos. A designação S indicamos que esta é sulfatada e X que possui 10% de ésteres.

De referir a incompatibilidade que estes compostos têm com o iodo, sais de mercúrio, com concentrações elevadas de iodo e com agentes catiónicos; são hidrolisáveis ( decompostos) submetidos a aquecimento prolongado.

Os compostos sulfonados são principalmente usados como agentes molhante e em menor extenção como agentes emulsionantes. Como exemplo o aerosol OT ou dioctilfossuccionato de sódio.

SABÕES DE BASES ORGÂNICAS

São empregues em substituição dos anteriores para que as prestações nao sejam tão alcalinas como as obtidas através dos sabões alcalinas. Assim sendo, são compostos obtidos por reacção, a semelhança com os anteriores, de ácidos gordas e de, desta feita não com bases alcalinas, bases orgânicas, de compostos aminohidroxilados, como por exemplo sabões 2-metil-2-amino-1-propanol e frequentemente sabões de etanolaminas e morfolina.

As emulsões preparadas com estes sabões tem gotículas de muito pequenas dimensões, um pH menos alcalino (pH ~8) e são mais estáveis. Podem, no entanto, ser alteradas pela presença de iões cálcio, razão para que a água utilizada deva ser previamente desionizada.

SABÕES ALCALINOS

A sua composição e de ésteres de ácidos gordos com bases fortes nomeadamente oleato de sódio, potássio ou amónio, linoleato de amónio, o palmitato de sódio e o cicinoleato de sódio. São agentes emulsivos O/A e conferem a solução pH alcalinos, incovinientes para a pele pela alteração que trazem ao manto hidrolipidico, secando a pele e expondo-a agentes microbianos.

Na preparação da emulsão podem não ser empregues directamente como sais, mas preparando-se por reacção, na própria emulsão, com os ácidos gordos que esta contém e com um qualquer hidróxido alcalino, um carbonato ou memo um borato, em proporções convenientes a neutralização dos ácidos gordos, originando os respectivos sabões, que passam a representar o emulgente que vai formar a estabilizar a emulsão.

AGENTES EMULSIVOS ANIÓNICOS

São constituídos por sais. Estes dissociam-se na emulsão, originando iões positivos, catiões e negativos, aniões. Neste caso será o anião resultante a ter as propriedades tensioactivas que caracterizam-no como agente emulsivo.

B) AGENTES EMULSIVOS SINTÉTICOS

CERAS

São um tipo de gorduras com propriedades emulsivas A/O, devido aos seus constituintes, como o palmitato de ventilo, cerotinato de ventilo ou de merissilo.
Pode, juntar-se a elas substâncias, nomeadamente, o borato de sódio, com o fim de reagir com os ácidos livres da molécula das ceras, originando sabões de sódio, equilibrando o EHL da mistura.

COLESTEROL

Este esterol encontra-se, como referido anteriormente, presente na suarda e que é utilizado em substituição daquela, sendo um agente emulsivo A/O muito forte.

LANOLINA

A lanolina ou suarda é a gordura da lã e é uma mistura de gorduras, onde figuram os esteróis, de entre os quais o mais conhecido será o colesterol; estes esteróis conferem o poder emulsivo A/O da lanolina. Este produto desempenha importante papel na industria de pomadas, pois permite incorporar, graças a ele, certa quantidade de água, sob forma de emulsão A/O.

Em certos casos, pode a lanolina causar reacções alérgicas pelo que, por vezes, se substitui esta por produtos derivados dela, entre os quais uma mistura designada por álcoois dela é que obtém-se por extracção do insaponificavel da lã, constituído por 30% de colesterol, 25% de lanosterol, e 5% de agnosterol.

SAPONINAS

Estes compostos são glucosidos não azotados obtidos, designadamente, das raízes da quilaia e da senega. Entre derivados de saponinas empregues como agentes emulsivos, saliente-se os sais de sódio do ácido ursolico.

LECITINAS

Este grupo de compostos emulgentes O/A obtém-se por extracção de substâncias naturais como a gema de ovo, a semente de soja ou tecidos nervosos. Na sua constituição figuram estes glicofosfóricos da colina e de vários ácidos gordos tais como o oleico, palmitico, esteárico, etc. Sendo emulgentes O/A o seu poder varia de acordo com o tipo de ácidos gordos presentes na molécula.

Este grupo de substâncias tem o inconveniente de se degradarem facilmente dando origem a odores desagradáveis, pelo que o seu uso não e generalizado.

GEMA DE OVO

A gema de ovo é um agente emulsivo natural O/A de propriedades, constituindo ela própria uma emulsão O/A complexa, constituída por várias substâncias entre as quais lecitinas, colesterol e proteínas.

Tendo por um lado uma boa resistência a ácidos e electrólitos (sais), por outro, decompõe-se facilmente por fermentação, necessitando, pois da acção complementar dum conservante.

GOMAS

São produtos utilizados desde há muito como agentes emulsivos. No entanto, grande parte destas não tem boas propriedades emulsivas. A mais importante é a goma arábica, agente emulsivo O/A.

Como características a salientar, refira-se o facto de ser dos emulgentes mais inócuos de que podemos dispor; por outro lado, porém, esta substância apresenta um certo número de desvantagens, a saber, a viscosidade que a goma arábica confere a fase aquosa é baixa, o que leva na sua utilização, a associá-la a uma outra goma, que tem um papel de agente emulsivo secundário, como espessante, a goma adragante, de modo a evitar que a emulsão origine creme; os produtos que contém goma arábica são, também, facilmente atacados por agentes microbianos, levando a necessidade de se incorporar, na sua preparação, agentes conservantes, como por exemplo o ácido benzoico (0,2%); também há a considerar a incompatibilidade que a goma arábica tem para um certo número de compostos utilizados em emulsões, tais como o bórax, o cloreto férrico, sabões alcalinos e gelatinas a pH abaixo dos 4,7 que as leva a precipitar completamente.

a) AGENTES EMULSIVOS NATURAIS

BREVE DESCRIÇÃO DE ALGUNS AGENTES EMULSIVOS

Agentes Emulsivos Principais ou Verdadeiros

CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES EMULSIVOS QUANTO A SUA ORIGEM

Além da classificação atras referida, os agentes emulsivos podem dividir-se em várias classes quanto a sua origem. Temos assim:


                                                                       de origem animal                         
                                         Naturais =>           de origem vegetal
                                                                       de origem mineral

Agentes emulsivos =>

                                                                         Aniónicos
                                                                         Catiónicos
                                         Sintéticos =>           Nao iónicos
                                                                         Anfotéricos

Segue-se a descrição dos principais agentes emulsivos, primários e secundários, divididos qunto a sua classe de origem.

AGENTES EMULSIVOS SECUNDÁRIOS OU AUXILIARES

São substâncias que, possuindo fracas propriedades emulsionantes, limitam-se apenas a concorrer para o aumento de estabilidade do produto por aumento da viscosidade da fase externa uma vez associada a um agente emulsivo primário; são portanto agentes espessantes.

AGENTES EMULSIVOS PRIMÁRIOS OU VERDADEIROS

Estes agentes actuam directamente nas emulsões através das suas propriedades tensioactivas que apresentam:
- Diminuindo a tensão superfícial permitindo a obtenção de emulsões, A/O e O/A - agentes emulsivos

Conferindo propriedades específicas em função do EHL que possuem
- Molhantes
- Detergentes
- Espumas

AGENTES EMULSIVOS

Dado o leque alargado de agentes emulsivos que se utilizam passamos a descrever alguns dos mais usuais, classificando-os pela função que desempenham (primários e secundários), bem como em relação a sua origem (naturais, sintéticos) e constituição química.

A sua principal função e formar e manter estáveis as emulsões.

CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES EMULSIVOS

Quanto a finalidade que os agentes emulsivos tem na emulsão onde se incorporam, podemos ter classes distintas.

ENSAIO COM CORANTES

Se misturarmos um corantes hidrossolúvel com uma emulsão e esta corar uniformemente, é evidente que a fase externa será nesse caso, representada pela fase aquosa, e a emulsão será Tipo O/A.

Se ao adicionar um corante lipossolúvel este originar uma coração uniforme, indica que a preparação será do Tipo A/O. Se o memo corante apenas atingir glóbulos dispersos num fundo não corado, a emulsão será do Tipo O/A.

ENSAIO DE DILUIÇÃO

Consiste em misturar um pequeno volume da emulsão com igual volume de um líquido. Desde que o líquido adicionado a emulsão corresponda a fase externa haverá apenas um efeito de diluição, não se registando, por isso, separação das fases.

Emulsão + Água => Estável => Emulsão O/A
Emulsão + Óleo => Estável => Emulsão A/O

Sempre que se adicionar um determinado líquido a uma emulsão, e esta continuar estável, o líquido adicionado corresponde a sua fase externa.

DETERMINAÇÃO DOS TIPOS DE EMULSÃO

Dado que existem 2 tipos de emulsão, levanta-se muitas vezes na prática o problema de determinar se uma preparação é do tipo O/A ou A/O, pelo que se pode recorrer a vários processos que passamos a descrever os mais comuns.

D- RELAÇÃO DE VOLUME ENTRE FASES

A relação entre o volume das fases, isto é, os volumes relativos da fase aquosa e oleosa, que figuram numa emulsão, pode exercer influência na estabilidade da preparação. De facto provocou-se que se tentar incorporar mais de 74% de óleo numa emulsão O/A, os glóbulos de óleo coalescem na maioria das vezes, desfazendo-se a emulsão. Este valor, denominado ponto crítico, representa a concentração da fase interna para além da qual um agente emulsivo é incapaz de originar uma emulsão estável do tipo pretendido.

B- VISCOSIDADE DO MEIO DISPERSANTE

Quanto mais viscoso ( consistente ) for o meio, mais difícil se torna o movimento dos glóbulos da fase dispersa, daí resultar uma maior dificuldade em juntarem-se.

A- TAMANHO DAS PARTÍCULAS

Quanto maior o diâmetro das partículas da fase dispersa, maior a velocidade de sedimentação ou ascensão das mesmas, como se verifica quando temos flóculos grandes que rapidamente formam creme. Também, quanto maior forem as partículas maior é a tendência destas a se aglomerarem. Assim:

Quanto > Diâmetro das particulas => < estabilidade

FACTORES DE QUE DEPENDEM A ESTABILIDADE DAS EMULSÕES

A- Tamanho das partículas
B- Viscosidade do meio dispersante
C- Diferença de densidade das duas fases
D- Relação de volume entre fases

COALESCÊNCIA E SEPARAÇÃO DE FASES

Temos neste caso um processo muito mais profundo ( irreversível ), sendo assim, nestes casos irremediável, ou seja, uma vez acontecendo não podemos recompor a emulsão inicial. No presente caso dá-se a coalescência de fases ou seja o reagrupamento dos glóbulos da fase dispersa que perdem a película interfacial de emulgente, separando-se as duas fases completamente, formando duas fases distintas uma sobre a outra.

Uma nova agitação não é, por sí só, capaz de restabelecer a emulsão. Torna-se importante adicionar mais agente emulsivo. A coalescência é um fenómeno intimamente relacionado com as características da pelicula formada pelo agente emulsivo.

FLOCULAÇÃO E FORMAÇÃO DE ESPUMA

A floculação consiste na agregação de vários glóbulos da fase dispersa, em agregados ou flóculos que, devido as suas maiorias dimensões e consoante a sua densidade relativa, sobem a superfície ou se sedimentam mais rapidamente do que as partículas dispersas individualmente.

Depois desta floculação estes flóculos gretam-se, que a superfície ou no fundo da emulsão sob a forma de um creme.

Devido a este fenómeno inconveniente, as emulsões perdem o seu aspecto homogéneo, dai resultando uma má aparência do produto; mais grave ainda é o facto de o principio activo poder ficar concentrado, perdendo a emulsão as suas propriedades.

Esta alteração não é irremediável,uma vez que podemos recompor o sistema disperso inicial. Admite-se que na formação do creme as partículas se englobam, constituindo uma emulsão muito concentrada, mas ainda rodeadas pela película de agente emulsivo. Assim podem ser de novo dispersas por agitação.

AGENTES SEQUESTRANTES OU QUELANTES

São adjuvantes que tem como finalidade eliminar a acção prejudicial dos iões que frequentemente se encontram nas águas de consumo público.
Exemplo: EDTA

ESTABILIDADE DAS EMULSÕES

Qualquer que seja a finalidade a que se destina uma emulsão, esta deve manter-se estável durante um prazo mais ou menos longo.

Todavia que ela se altera algum tempo depois. Poder-se-a dar o caso de alterações devidas a factores de ordem microbiana, que aqui se não analisam. Podemos, com excepção daquelas, agrupar estas alterações em duas categorias distintas.

MÉTODO INGLÊS OU DE GOMA HÚMIDA

Neste método a obtenção da emulsão faz-se nos passos seguintes: junta-se o agente emulsivo a fase externa. Junta-se, com agitação, a solução que irá constituir a fase interna.

Em muitos casos este método não apresenta vantagens sobre o continental; no entanto, so este pode ser usado para preparar emulsões, quando o agente emulsivo não possa ser obtido seco, como acontece com a gema de ovo. Também quando a fase oleosa seja demasiado viscosa para proporcionar uma perfeita distribuição do emulgente, deve ser método empregue.

MÉTODO CONTINENTAL OU DA GOMA SECA

Neste método a absorção da emulsão faz-se nos passos seguintes: junta-se o agente emulsivo a fase interna. Junta-se com agitação, a solução que irá constituir a fase externa.

MÉTODOS DE EMULSIFICAÇÃO

A preparação das emulsões está dependente de agitação mecânica, com o fim de dividir em pequenos glóbulos o líquido que irá constituir a fase dispersa. Em complemento desta acção mecânica, junta-se um ou mais agentes emulsivos com a finalidade de facilitar a obtenção da emulsão e criar uma partícula interfacial que evita a coalescência da mema.

Segundo a ordem por que se misturam as fases é a natureza daquela em que se dispersa, teremos, assim, dois métodos distintos de preparação da emulsão.

MICROEMULSÕES

- São transparentes;
- As goticulas são muito finas e pequenas (30 a 300 nm);
- Pará serem estáveis requerem grandes concentrações de agentes emulsivos (15%); logo causam muitas alergias e irritações cutâneas;
- A sua aplicação na cosmética é limitada ( exemplo: gel de banho).

AS EMULSÕES PODEM AINDA CLASSIFICAR-SE

Quanto ao tamanho da fase dispersa:
- Emulsões grosseiras - A/O
- Emulsões medias
- Emulsões finas O/A
- Micromulsões

EMULSõES MISTAS

- Combinações de O/A/O ou A/O/A;
- Reúnem propriedades de ambos os tipos;
- A sua vantagem reside no seu poder de adaptação da emulsão a película hidrolipidica da pele;
- São pouco estáveis.

EMULSÃO O/A

Emulsão de óleo em água
- a fase externa é a água e a interna e o óleo;
- utiliza-se para cremes de dia;
- não tem uma acção protectora tão elevada como as emulsões A/O;
- produzem um efeito refrescante;
- adequadas para peles oleosas;
- deve-se evitar agentes oxidantes pois estragam- se com facilidade.

EMULSÃO A/O3


  • Emulsão de água em óleo 
- a fase contínua é o óleo e a descontínua é a água ;
- utiliza-se para cremes de noite;
- cremes desportivos;
- adequados para pele seca; 
- cremes para crianças devido as suas propriedades protectoras da pele;
- adequadas para partes da pele que se encontram expostas; 
- produzem brilho na pele;
- pouco estáveis.

TIPOS DE EMULSÕES


  • Emulsão A/O3- emulsão de água em óleo 
  • Emulsão O/A- emulsão de óleo em água
  • Emulsões mistas


FASE OLEOSA

Esta fase, imiscível com a água, hidrofóbica portanto, pode ser constituída por várias substâncias, quer toda a classe de gorduras, sejam elas, oleosas, resinas, ceras e gorduras animais, quer sejam hidocarbonetos, como vaselinas e parafinas. Incorporam-se, também, nesta fase, substâncias lipossolúveis, tais como antioxidantes, antissépticos e vitaminas lipossolúveis ( vit. A. E. Etc).

FASE AQUOSA

A água representa sempre uma das duas ou mais fases presentes em todas as emulsões e pode conter diversas substâncias dissolvidas em si, tais como; conservantes, corantes, edulcorastes, aromatizantes, vitaminas hidrossolúveis, etc.

A água utilizada deverá obedecer a certos requisitos, tanto bacteriológicos ( ser isenta de microorganismos), como físico químicos ( acidez, teor em sais e metais pesados), pois influenciam na estabilidade deste sistema ( por exemplo as águas duras, provenientes de lençóis freáticos situações em regiões calcárias, nomeadamente no Sul do nosso país, tem um teor elevado em sais de cálcio e magnésio; se esta água fosse utilizada sem tratamento de purificação destes sais iria destabilizar qulquer emulsão que contivesse como agentes emulsivos sabões, ja que aqueles reagem quimicamente om os produtos químicos que se constituem). Assim a água é destilada, ou desionizada.

CONSTITUIÇÃO DAS EMULSÕES

A constituição física de uma emulsão é a seguinte:

  • Uma fase externa
Dispersante ou contínua. É a fase, porção do sistema, de características bem distintas, onde se vão dispersar as goticulas do outro liquido. 
  • Uma fase interna 
Dispersa ou descontínua. É a fase constituída pelas gotas do líquido; 
  • A interface
Que constitui a fronteira física entre as duas fases;

Em termos de constituição química das fases da emulsão, iremos ter dois tipos de fases, que a seguir se descrevem.

EMULSÕES

As emulsões são a base para a maioria dos produtos Cosméticos.

PRODUTOS BIFÁSICOS OU POLIFÁSICOS

Estes produtos são misturas de substâncias, que embora distribuídas homogeneamente, não se incorporam umas nas outras. Poderemos ter os seguintes tipos de produtos:


  • Suspensões 
Sistemas heterogéneas, em que é a fase externa ( continua) é líquida ou semilíquida, e a fase interna ou dispersa naquela, é constituída por sólidos muito finos e insolúveis no meio dispersante; como exemplo deste tipo de sistemas as bases para maquilhagem ou "fond de tint".
  • Emulsões 
Poderemos considera-las como Distribuições homogéneas de duas fases liquidas imiscíveis entre si, apresentando-se como um conjunto de finas gotículas de uma das fases ( fase interna) dispersa no seio do outro líquido, que constitui a fase contínua; como exemplo deste tipo de sistema temos os leites de limpeza e cremes.

SOLUÇÕES OU PRODUTOS MONOFÁSICOS

São misturas homogéneas obtidas por dissolução de uma ou mais substâncias ( solutos) no seio de uma outra ( solvente ). Poderemos ter, fundamentalmente, dois tipos de soluções:


  • Soluções aquosas ou hidrófilas

como por exemplo as loções tónicas ( preparações líquidas aquosas, que se aplicam externamente sem fricção )


  • Soluções oleosas ou lipofilas, 

como por exemplo soluções com óleos

PREPARAÇÃO DE PRODUTOS COSMÉTICOS

Caracterização

Os produtos de beleza são, normalmente, constituídos por duas partes essenciais, a saber: o principio activo e o excipiente. Por vezes é difícil distinguir um do outro ( ex. Óleo de amêndoas doces com e sem vitaminas A).

O princípio activo é uma substância incorporada no excipiente. Na generalidade dos casos, um dado produto cosmético actua no seu conjunto, ou seja, tanto o excipiente, como o princípio activo incorporado, tem propriedades dirigidas para a finalidade procurada.

Poderemos classificar os produtos Cosméticos da seguinte forma:

  • Soluções ou produtos monofásicos 
  • Produtos bifásicos ou polifásicos 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Actualmente consideram-se os champôs conjuntamente com os sabonetes os cremes para barbear e as pastas dentífricas, como Cosméticos de uso indispensável.

Sendo o champô uma preparação que se destina a limpeza e tratamento de certo tipo de anomalias fisiológicas do cabelo, importa que o produto obedeça a certos requisitos:
- Deve promover a limpeza do cabelo deixando-o macio, brilhante, flexível e fácil de pentear;
- Deve produzir espuma adequada e ser fácil de eliminar com água;
- Deve ter consistência satisfatória, aroma e cor agradáveis e provocar o mínimo de irritação ocular;
- Em termos de utilização, há toda a vantagem em seguir as seguintes regras quando se utilizam champôs;
- Devem ser escolhidos champôs pouco agressivos e a sua aplicação deverá ser feita com moderação;
- Devem evitar- se fricções energéticas sempre que se fez a aplicação do champô para não se correr o risco de provocar o total desengorduramento do cabelo, ou pior ainda, não se estimular a actividade secretória das glândulas sebáceas;

Temperatura da água utilizada na lavagem com o champô e da secagem posterior do cabelo com o secador devem ser moderadas.

CHAMPÔ AEROSSOLE

O champô sob a forma de Aerossole não é mais do que uma forma diferente de apresentação.

CHAMPÔ CREME E CHAMPÔ GEL

Apresenta aspectos mais ou menos viscosos, podendo os champôs do tipo gele serem transparentes ou ligeiramente opacos. Diferem dos champôs líquidos porque tem menor conteúdo de água e maior percentagem de compostos com acção adjuvante, fundamenlmente espessante, suavizante e lubrificante.

CHAMPÔS LÍQUIDOS

São preparações fluidas ou ligeiramente viscosas, de fácil aplicação, podendo ser transparentes ou opacas. Representam actualmente a variedade de champôs mais importantes existentes no mercado.

Os champôs líquidos adquiriram grande aceitação por parte dos consumidores porque são fáceis de aplicar, produzem espuma abundante, transmitem ao cabelo excelentes características de suvidade e são rapidamente removidos pelas água de lavagem.

CHAMPÔS EM PÓ

Integram-se neste grupo os chamados champôs secos.

São compostos com acção absorvente das gorduras e poeiras depositadas no cabelo. Aplicam-se directamente no couro cabeludo, onde actuam por alguns minutos e são posteriormente removidos mediante a utilização de uma escova ou de um pente.

Composição : absorventes de corpos gordos, amido de arroz, amido de milho, detergentes - Laurilsulfato de sódio ou de magnésio.

TIPOS DE CHAMPÔS

Champôs em pó
Champôs líquidos 
Champôs creme e champô gel
Champô Aerossole

COMPOSTOS COM ACÇÃO ESPECÍFICA

Além dos champôs anti caspa e antisseborreicos, existem no mercado numerosas formulações que se reclamam de possuir acções específica face a casos particulares que ocorrem no cavalo e no couro cabeludo. Deste modo, é frequente formularem-se champôs que contêm extractos de plantas, como o funcho, a arnica e a camomila, complexos vitaminicos, lecitinas, como a de soja e de ovo, etc.
Estes compostos podem exercer actividades anticépticas, anti-inflamatórias, estimulantes da irrigação sanguínea cutânea do couro cabeludo e revitalizantes dos cabelos.

CORANTES E AROMATIZANTES

São compostos, considerados como complementos das formulações. O perfume a eleger para formulações de champôs deve cumprir a dupla função de mascarar os odores característicos dos tensioactivos e simultâneamente transmitir ao produto acabado aromas do tipo floral e ultimamente aroma a frutos.
Os corantes são compostos que se utilizam com o propósito de melhorar o aspecto de apresentação do produto.